Paciente espera por doação para voltar a enxergar


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A dona de casa Paula Aparecida Molina mostra a lente que usa para conseguir enxergar
A dona de casa Paula Aparecida Molina mostra a lente que usa para conseguir enxergar
A dona de casa Paula Aparecida Molina, 26, faz parte de um grupo de 13 pessoas que aguardam um transplante de córnea em Franca. Dependendo da família para fazer atividades comuns dentro de casa e há mais de dois meses na fila de espera, Paula tenta entender por que ainda não foi atendida, já que Franca é uma das cidades que mais obtiveram doações em todo Estado. Em 2007, foram coletadas 486 córneas. Deste total, apenas 17 foram destinadas para pacientes francanos. Pela legislação da Secretaria Estadual de Saúde, todo órgão doado deve ser repassado para uma central como forma de fiscalização e notificação. A médica oftalmologista e responsável pelo Transplante de Córnea da Santa Casa de Franca, Raquel Mariana Liporoni, explica que esse sistema é normal. “Todas as córneas doadas aqui são redistribuídas pela central de Ribeirão Preto. Antes dos órgãos serem liberados, existe uma lista de espera a ser respeitada”. A reportagem entrou em contato com o responsável do Banco de Olhos da regional de Ribeirão Preto. Identificando-se com o nome Spírio, ele não quis revelar o sobrenome e nem soube dizer quantas cidades a regional abrange. Outro motivo que interfere no adiamento do transplante de córnea é a faixa etária dos doadores. “A maioria das córneas coletadas em Franca é de pessoas mais velhas e, dificilmente, são compatíveis com pacientes mais jovens”, disse Raquel. Por essas razões, o tempo médio de espera por uma córnea varia de quatro a seis meses na cidade. A paciente Paula alega que está na fila desde setembro, seis meses à espera de voltar a enxergar. A oftalmologista contesta, informando que ela está inscrita na fila de transplante desde o dia 10 de janeiro. Atualmente, ela se encontra na 45ª posição na lista para doação no Estado de São Paulo.

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