Todo o esgoto produzido pelos 4,2 mil moradores de Claraval (MG) vai parar no Rio Canoas. O gerente distrital da Sabesp, Rui Engracia, afirma que a captação é feita antes do local onde o esgoto é despejado. Mesmo assim não deixa de ser uma preocupação. O problema está longe de ser resolvido. A construção da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), que seria a solução para acabar com a poluição, está orçada em R$ 3 milhões. A Prefeitura não dispõe desses recursos.
O prefeito Luiz Gonzaga Cintra (PPS) recorreu aos governos federal e estadual para conseguir dinheiro. O pedido foi protocolado na Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em março do ano passado. Até agora, nenhuma resposta foi dada. A falta de um projeto tem dificultado a liberação de recursos. “Estamos elaborando o projeto para que possamos apresentá-lo na Funasa. Acredito que assim conseguiremos o dinheiro”.
A falta de uma ETE também é um problema na cidade de Batatais. O projeto está orçado em R$ 12 milhões. A Prefeitura gastou R$ 2 milhões com recursos próprios para a parte de terraplanagem. O prefeito José Luís Romagnoli (PTB) pediu R$ 10 milhões ao Ministério das Cidades. Ainda não obteve resposta também.
Para não parar a obra, Romagnoli usará R$ 1,4 milhão repassado pelo Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade). O dinheiro é destinado a projetos voltados à melhoria do turismo. Por determinação do Ministério Público, a ETE deve ser concluída até dezembro.
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