Os vereadores Gilson Pelizaro e Silas Cuba, ambos do PT, foram notificados ontem pelo Conselho de Ética da Câmara, que investiga acusação contra os eles de quebra de decoro parlamentar, a se defenderem. O prazo estipulado pelo conselho é de dez dias.
Pelizaro e Cuba foram denunciados por distribuir panfletos criticando a aprovação do contrato entre a Prefeitura e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo). No impresso, está escrito que a Câmara votou “como o prefeito mandou”.
Alguns vereadores, então, ficaram irritados e se sentiram ofendidos. Marcelo Mambrini (PMN), que escapou na semana passada de um processo de cassação, encabeçou a coleta de assinaturas para abrir procedimentos no Conselho de Ética. Contou com o apoio dos tucanos Luiz Carlos Fernandes, Rui Engrácia, Jepy Pereira e Marcelo Valim (que ontem retirou sua assinatura), além de Zezinho Cabeleireiro (PTB).
Segundo o presidente do conselho, Jepy Pereira, contra quem Pelizaro representou no mês passado, também sob acusação de quebra de decoro, a situação tem de ser avaliada com atenção, mas pode render punições ao petista. “Vai depender muito das respostas. Ele foi notificado hoje (ontem). Perguntei se ele concorda com o conteúdo do panfleto e quais as provas que ele tem”, disse Pereira.
Pelizaro, por sua vez, disse que não está preocupado com as palavras de Jepy e assegurou que não teme ser punido. “Estou pronto para defender meu mandato. Tenho convicção de que não acusei ninguém, que o panfleto é do partido e que isso não dará em nada. Estou absolutamente tranqüilo”, disse Pelizaro.
Para os que acompanham de fora toda a briga, principalmente entre Jepy e Pelizaro, tantas representações e discussões complicam a imagem de toda a Câmara. “É hora de pararmos com isso e focarmos nossas ações mais em prol da população que nos elegeu”, disse Fernandes.
O presidente da Casa, Joaquim Ribeiro, disse que em anos eleitorais é natural que os ânimos fiquem mais exaltados. “O que não podemos deixar acontecer são situações de desrespeito. Eu, como presidente, continuarei tendo a posição de conciliação entre as partes”, afirmou.
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