A Santa Casa de Franca, que hoje não conta com o apoio financeiro das prefeituras da região, ao que tudo indica, continuará sem esse apoio. A Secretaria de Estado da Saúde só liberará R$ 390 mil mensais no Programa “Pró Santas-Casa II” se houver contrapartida de 30% dos municípios, um total de R$ 117 mil. Franca seria a responsável pelo repasse mais alto, já que segundo a Santa Casa ela utiliza, sozinha, 85% dos serviços SUS.
Procurado pelo Comércio para comentar a exigência da contrapartida, o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, disse que não falaria sobre o assunto antes de ser informado oficialmente.
Na região, prefeitos e secretários ouvidos não manifestaram interesse em colaborar. O secretário de Saúde de Ribeirão Corrente, Rodrigo Alcântara, diz não concordar com a ajuda financeira. “Se tirarmos do dinheiro do município para repassar para a Santa Casa, o atendimento básico oferecido na cidade vai piorar”, disse.
Restinga também não quer ajudar. “Não tem nada fechado. Se nem Franca quer ajudar, também não vamos repassar nada”, disse o secretário de saúde, Donizete Montagnini.
O prefeito de Cristais Paulista, Hélio Kondo (PMDB), disse que o assunto precisa ser discutido. Ele, inclusive, fez as contas do quanto seria sua contrapartida, mas ainda estuda a liberação do recurso. “Pelas minhas contas, teria que repassar R$ 2,7 mil por mês, já que enviamos uma média de 12 pacientes por dia para o hospital”.
As prefeituras de Rifaina e Jeriquara já colaboram com a Santa Casa de Pedregulho e não têm interesse em enviar recursos para Franca.
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