A visão do eleitor


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O Projeto Comparative Study of Electoral Systems, da University of Michigan, coordenado por Rachel Meneguello (CESOP/Unicamp) e realizado por Clifford Young e Alberto Almeida (IPSOS-Opinion/Brasil) fez um Estudo Eleitoral Brasileiro (ESEB-2006). O projeto trata do tema da Democracia e aborda a adesão e satisfação com o regime e as opiniões dos eleitores sobre a importância do governo e da participação eleitoral para a vida da população. Mostra, ainda, a avaliação das instituições políticas e democráticas, frente a instituições como a Igreja Católica e a Rede Globo de Televisão. Faz também o perfil demográfico e socioeconômico dos eleitores de Lula e Serra no segundo turno de 2002 e de Lula e Alckmin no segundo turno de 2006. Esta seção apresenta também a trajetória do voto em Lula desde 2002, destacando o percentual de eleitores que votaram no candidato nos dois pleitos. A percepção dos eleitores sobre a localização ideológica de líderes políticos e dos maiores partidos políticos brasileiros. Viu-se que, para 71,4%, a democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo e somente 14,2% afirmam que em algumas situações é melhor uma ditadura do que uma democracia. Dos entrevistados, 4,1% estão muito satisfeitos, 38,6% estão satisfeitos; 11,6% nem um nem outro; 26,7%, pouco e 14,3% nada satisfeitos. Para 62,3%, faz uma grande diferença quem governa o Brasil e para 15,5% faz diferença quem governa o Brasil. Somente 7,9% crêem que não faça nenhuma diferença quem governa. E 44,2% dizem que as eleições presidenciais ajudam muito a melhorar a vida da população e outros 37,0 % afirmam que ajudam um pouco. A Justiça é avaliada como ótima/boa por 41,3%, regular por 14,3% e ruim/péssima por 44,4%. Os Partidos Políticos são mais mal avaliados, 59,3% dizem que são ruim/péssima, 26,5% ótima/boa e 14,1% regular. O Congresso segue números parecidos. Os militares têm 56,4% de ótima/boa; 29,4% de ruim/péssima e 14,2% de regular. A Polícia segue próxima com 51,7%, 33,3% e 15,1%, respectivamente. A Igreja Católica e a Rede Globo de Televisão são muito mais bem avaliadas do que as instituições políticas: mais de 80% dos entrevistados as avaliam como boas ou ótimas. A avaliação da Rede Globo é um pouco mais baixa. A Igreja Católica teve de ótima/boa, 83,9%; regular,7,9% e ruim/péssima, 8,3%. A Rede Globo ficou com 81,1%; 10,4% e 8,5%. O perfil religioso dos mil entrevistados segue a seguinte ordem, católico tradicional: 59,2%; católico carismático: 5,2%; nenhuma/não tem religião: 9,9%; evangélico pentecostal: 7,5% e Assembléia de Deus: 3,7%, outras: 14,5%. Apesar da campanha contra a Igreja Católica, tanto em confiabilidade quanto em participação, a instituição saiu-se bem na “foto”. MÁRIO EUGÊNIO SATURNO é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano

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