Durante o trabalho de rotina na noite de ontem, a Patrulha Ambiental Rural de Franca flagrou um motorista de caminhão com madeira ilegal. O condutor do veículo, o funileiro ATB, 37, foi levado até a Companhia da Polícia Ambiental da cidade e, além de ter a carga e o caminhão apreendidos, terá de pagar multa de R$ 2.238.
Era por volta das 19h30, quando os policiais encontraram o veículo com a carroceria coberta por lona transitando pela estrada da Fazenda Alegria, na divisa de São José da Bela Vista e Restinga. A situação do veículo e horário levantaram suspeitas. “Um caminhão com carga na estrada de terra à noite não é comum”, disse o sargento Tórmena, comandante da Patrulha.
Na abordagem, o motorista não apresentou documentos que autorizassem o corte e transporte da madeira. “São madeiras nativas, como angico e aroeira, e, para cortá-las e transportá-las, é preciso ter licença do DEPRN (Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais), o que não aconteceu neste caso”.
O motorista, que estava com a mulher e a filha, não quis dar entrevista ao jornal. Aos policiais, disse que havia ganho a carga e que a venderia para padarias da cidade.
O material apreendido deverá ser doado para alguma entidade assistencial da cidade vender e utilizar o dinheiro em seus projetos. A liberação ou não do caminhão será decidida pela Justiça. “O veículo permanecerá aqui no estacionamento da Companhia da Polícia Ambiental até a decisão”, disse o sargento.
Os policiais não souberam informar o valor da carga. O caminhão estava com aproximadamente 10 metros cúbicos de madeira. Para se ter idéia do volume, a carroceria estava totalmente ocupada por toras de madeira pequenas e médias. Hoje um técnico fará o laudo para apontar os tipos de madeira.
Ontem os policiais fizeram um termo circunstanciado. A investigação continuará. “Precisamos descobrir de onde a madeira foi retirada, quem cortou e se no local há mais”.O sargento Tórmena disse que a prática de cortar e transportar madeiras ilegalmente é comum, mas difícil de ser combatida. (Nelise Luques)
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.