Após semanas de presença na Câmara, alguns dos professores substitutos parecem ter desistido da briga. O tom de revolta e protesto deu lugar a uma incredulidade visível. Eles próprios já não têm muitas esperanças de serem contratados.
Bom exemplo é Augusta Moreira. Combativa até a última semana, ontem dizia-se “triste” e “temerosa” com a atribuição de aulas de amanhã. “Quando saiu o decreto, ficamos felizes, pois parecia que regularizaram nossa situação por mais um ano. Depois, mais atentamente, vimos que o documento vinha com o veto”, disse. “Não temos números exatos, mas no máximo umas cinco pessoas vão assumir salas”.
BARRADOS
O grupo de professores é remanesce ente de um concurso de 2001, quando foram aprovados 500 substitutos. De lá para cá, eles vêm sendo contratados, ano a ano, para assumir classes em substituição.
O problema é que, no ano passado, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) recomendou que parassem as contratações, que poderiam ocorrer por no máximo dois anos. A partir do ano que vem, segundo o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), os concursos para substitutos serão realizados a cada dois anos para evitar problemas com o TCE.
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