Em uma nota de esclarecimento enviada por e-mail ontem à redação do Comércio, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio de sua assessoria, questiona o editorial publicado na capa deste jornal no último dia 07 de fevereiro sob o título “Um estado indiferente”. (A assessoria errou ao mencionar a data de publicação como dia 10 e, também, o título “Um estado inoperante”). No documento, reproduzido ao lado, desmente alegações da diretoria da Santa Casa de que o governo do Estado teria depositado apenas R$ 450 mil na conta do hospital. Na nota o Estado também diz que “liberou R$ 1,5 milhão como auxílio extra, além dos R$ 3,6 milhões previstos no Pró-Santas Casas”. A Santa Casa, por sua vez, garante que o R$ 1,5 milhão não chegou aos cofres da instituição e confirma apenas os repasses dos R$ 3,6 milhões.
Questionada a respeito da controvérsia, a assessoria de imprensa encaminhou ao jornal cópias de depósito bancário de R$ 2 milhões para comprovar a ajuda ao hospital, mas não soube informar se o valor não seria referente a emendas do deputado estadual Gilson de Souza, que em agosto do ano passado destinou idêntico valor ao hospital. “Não sabemos especificar de onde são as verbas destinadas à Santa Casa. O que importa é que elas saíram do Fundo Estadual de Saúde e chegaram aos cofres do hospital”, disse a assessoria.
Na nota, a Secretaria diz ainda que efetuou o pagamento dos procedimentos realizados pelo hospital conforme estipulado em contrato, mas nada esclarece sobre os atendimentos feitos e autorizados além da quantidade acordada. A diretoria da Santa Casa garante que o contrato assinado com o Estado estipula os repasses de procedimentos extras caso eles fossem realizados, o que, segundo o hospital, não aconteceu.
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