Vinte e oito projetos apresentados por prefeituras e entidades da região disputam R$ 2,4 milhões que o Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) distribuirá neste ano. Na disputa estão 14 prefeituras e quatro entidades ligadas a saneamento básico. Juntas, os projetos chegam a quase R$ 6 milhões. Como não dá para atender todos os pedidos, os técnicos da Câmara Técnica do Comitê Hidrográfico dos Rios Sapucaí-Mirim/Grande se reuniram ontem para avaliar os pedidos.
A lista dos projetos aprovados será divulgada durante uma reunião marcada para o dia 27 de março na Câmara de Vereadores de Franca, a partir das 13h30. A reunião será ministrada pelo presidente do comitê e prefeito de Miguelópolis, Cristiano Barbosa Moura (PSDB), e pelo secretário-executivo do órgão, Reginaldo Branquinho Coelho.
Apesar de estar à frente do Comitê Hidrográfico, o prefeito de Miguelópolis também está na disputa. Ele solicitou R$ 309 mil para elaborar um plano diretor de drenagem e construir o sistema de tratamento de esgoto na praia artificial, a principal atração turística da cidade.
O projeto mais caro foi apresentado pela Prefeitura de Guaíra, que solicitou R$ 1,3 mi para executar obras de drenagem e contenção do alagamento do centro da cidade. Em contrapartida, o menor valor pedido, R$ 25 mil, foi feito pela Prefeitura de Aramina, para elaborar projeto de substituição do emissário de efluentes líquidos do Bairro Arnaldo Scandiuzzi.
A Prefeitura de São José da Bela Vista foi a campeã de projetos apresentados. Ao todo foram quatro que, juntos, somam R$ 747 mil. Um dos projetos é para desenvolver um programa de controle de perda de água na rede de abastecimento da cidade.
A Prefeitura de Patrocínio Paulista registrou três pedidos no valor de R$ 101 mil. Parte da verba destina-se à elaboração de um projeto para implantação de adutora de água tratada. O prefeito José Mauro Barcelos (PT) também recebe recursos para reflorestar cabeceiras de rios e mananciais.
Dos 30 projetos apresentados, dois não foram aceitos. Rifaina teve seu projeto para a construção de uma estufa e viveiro, avaliado em R$ 162 mil, recusado. Já a Prefeitura de Restinga também teve o pedido, no valor de R$ 360 mil, negado. A intenção da prefeitura da cidade vizinha era realizar obras no serviço de tratamento de esgoto no bairro Alto da Bela Vista.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.