“Pula, sai do chão, esse é o Bonde do Tigrão. Libera a energia, e vem pro meio do salão. O baile está tomado, eu quero ver você dançar. Tá tudo dominado e o planeta vai gritar assim...”. Foi com esse pique que 2,5 mil pessoas assistiram ao show do Bonde do Tigrão na noite de sexta-feira na Overnight, em Franca. Pela primeira vez os funkeiros se apresentaram na cidade. Antes do show eles concederam uma entrevista exclusiva ao Comércio.
O grupo nasceu em 1999 na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, através de um festival promovido na comunidade. Em 2001 fez sucesso no País com as músicas Cerol na Mão, Tchutchuca Treme o Bumbum, Bonde do Tigrão, Sai do Chão entre outras. O vocalista Leandro conta que a maioria das gírias usadas nas músicas - “popozuda”, “tá dominado”, “thutchucas”, “cachorras” - surgem nas comunidades e que a cada momento do funk surgem novas gírias. “Acho superinteressante o Créu e a Piriguete (gíria da Bahia). Todo mundo tem o seu momento e o rapaz do Créu (DJ Sérgio) está fazendo o maior sucesso”, disse.
As letras das músicas do Bonde do Tigrão são inspiradas no cotidiano do grupo. Leandro explica que as letras remetem ao sexo porque o povo gosta de um pouco de sacanagem. “Cada um tem uma maneira de pensar. A gente procura fazer letras com duplo sentido, nunca pegando muito pesado, até porque a galera infantil gosta muito do nosso trabalho. É o cotidiano. A música baiana e o forró também têm um pouco de sacanagem neste sentido”, disse.
O Bonde do Tigrão trabalha atualmente com as músicas Me Usa e Cabecinha, que fala de camisinha. Mesmo fora da mídia, o grupo marca presença nas rádios de todo o País e investe na divulgação pela internet, através de site, Orkut, You Tube e MSN.
“Distribuímos 150 CDs nos shows para divulgar a nossa música e vem dando certo, independente da televisão. Nosso pensamento para o futuro é gravar um DVD”, disse Leandro.
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