“Natiruts, Natiruts, Natiruts...”. Foi com o coro de 5,5 mil pessoas, a maioria adolescentes e jovens, que a banda subiu ao palco por volta de 1h30 da madrugada de domingo. Com um repertório bastante eclético os músicos cantaram seus sucessos, além de músicas de vários cantores. Antes do show, Natiruts concedeu entrevista ao Comércio.
A banda “roots” (reggae raiz) surgiu em 1996 em Brasília e é formada por Alexandre Carlo (voz e guitarra), Juninho (bateria), Luís Maurício (baixo e vocal) e oito músicos convidados. A turnê que divulga o DVD Natiruts Reggae Power - Ao Vivo, lançado no ano passado, tem no repertório os sucessos da carreira como Presente de um Beija-Flor, Liberdade pra Dentro da Cabeça, Natiruts Reggae Power entre outros. A banda surpreendeu o público quando cantou sucessos de Tim Maia, Jorge Ben Jor e Cidade Negra, além de músicas de axé, que levantaram a galera.
Para o vocalista Alexandre Carlo, a música Natiruts Reggae Power faz sucesso porque é dançante e tem uma letra “muito legal”. “Ela dá uma levantada no astral e é diferente, se você prestar atenção na rádio não tem nada parecido tocando”, disse.
Mesmo fora da mídia, Natiruts atraiu milhares de pessoas ao Villa Ventura. “É uma característica da banda fazer uma carreira não estando tanto na mídia, é interessante essa relação que a gente acabou criando. É muito legal participar de uma banda que tem esse carinho. A gente procura respeitar esses fãs e busca sempre fazer música com naturalidade, com o coração”, afirmou Alexandre.
Pela primeira vez em Franca, Natiruts já conhecia a cidade através do basquete. “É sensacional para a gente estar aqui. Franca é uma cidade conhecida, eu sou esportista, gosto muito de futebol e acompanho o esporte. Aqui tem o time de basquete que desde pequeno ouço falar, então é o maior barato apresentar aqui hoje”, disse, sem saber que o pivô Murilo, do Unimed Franca Basquete prestigiaria o show no camarote.
Nos últimos dias Natiruts divide o tempo entre o palco e o estúdio. A banda grava um novo disco. “O novo CD está bem alegre, realmente mostrando o momento da banda, muito feliz, espontâneo e legal. Estamos curtindo bastante viajar por vários lugares e tudo o que aconteceu neste DVD independente, esse carinho todo”, adiantou Alexandre, que compõe todas as letras e músicas. “Das mais de 60 que a gente já lançou, apenas duas ou três não são minhas. A inspiração busco da vida, da natureza, do sol, da lua (risos).”
Em relação à aceitação do reggae no País, os músicos nunca se preocuparam. “O meu pai era um negão muito legal, minha mãe é branca, e ele me ensinou desde cedo na questão do racismo, que a gente não deve ficar se preocupando muito com que os outros estão falando. Simplesmente olhar no espelho e ver que você é uma pessoal especial. Todos nós somos especiais dentro das nossas atitudes, nossas características e é isso, não me preocupo muito se o reggae está ou não. A gente faz porque gosta de fazer”, ressaltou.
Depois do Natiruts a galera não quis saber de ir embora e curtiu nas piscinas até as 6 horas um lounge eletrônico, comandado pelos DJs Marangoni, Rui e Hugo. Alexandre Butina, um dos organizadores do show fez uma avaliação positiva do evento. “O pessoal curtiu, elogiou bastante a nossa estrutura. Sou suspeito para falar, mas foi um sucesso”, disse. Butina promete novidades em breve.
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