Vereadores quase saem ‘no braço’ em plena sessão


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A última sessão da Câmara de Franca, na terça-feira, foi marcada por uma violenta discussão entre os vereadores Gilson Pelizaro (PT) e Valter Gomes (PSB), que por pouco não acabou em pancadaria. Foi necessária a intervenção de outros parlamentares para que os dois não se atracassem. O “barraco”, na seqüência, disseminou-se - de forma menos violenta, é verdade - e gerou outras discussões no plenário. Pelizaro utilizava a tribuna e falava sobre a situação dos professores substitutos, até então não contratados pela Prefeitura. Em dado momento, insinuou que os demais vereadores não se empenhavam como deveriam pela causa. Neste instante, Gomes se ofendeu e pediu um aparte. Alegou que também estava atuando. O ritmo da discussão aumentou até que Gomes, aos gritos, deixou seu lugar e se projetou para a direção de Pelizaro. Este, por sua vez, também ameaçou partir para cima. Aos berros, chamava Gomes para a briga. “Pode vir, excelência, pode vir”, repetia sem parar. Foi necessário, então, que os vereadores Joaquim Ribeiro (PSB), Donizete da Farmácia (PMN) e Marcelo Valim (PSDB) entrassem entre os dois para impedir o contato físico. “É uma situação chata, mas o calor das discussões às vezes ocasiona este tipo de situação. Felizmente, não houve nada sério”, disse Donizete. Passada a confusão, os “brigões” se explicaram. Gomes reconheceu que perdeu a cabeça durante a discussão. “Respeito o vereador Gilson, mas eu tenho sangue nas veias”, disse. Já Pelizaro afirmou que vai para a Câmara preparado para enfrentar todo tipo de situação. “Não é a truculência que vai me impedir de expressar minhas opiniões”, afirmou. Na seqüência, Valim e o presidente do PT, José Eduardo David, também bateram boca. Exemplo seguido também por Ribeiro, presidente da Câmara, e Silas Cuba (PT), primeiro-secretário. Nos dois casos, porém, a encrenca ficou somente no âmbito das palavras. OUTROS PROBLEMAS São muitos os exemplos de falta de postura dos vereadores, que em muitas situações rasgam o Regimento Interno da Câmara. A começar do horário de início das sessões. Oficialmente, é às 14 horas, mas raramente começa antes das 14h30. É comum que vereadores cheguem perto das 15 horas no plenário. É rotineiro, também, que os parlamentares saiam do plenário no momento do uso da tribuna pelos colegas e até das votações. Alguns saem para lanchar, outros para conversar e um terceiro grupo se ausenta para não votar polêmicas. Válter Gomes, por fim, inovou. Na terça-feira, no exato momento que ele usava a tribuna, seu telefone celular tocou. Sem pensar duas vezes, o peessebista apanhou o aparelho e o atendeu. Todos que ouviam sua fala tiveram de esperar até que ele concluísse a ligação e continuasse o discurso. Detalhe: há uma lei, criada por Marcelo Mambrini (PMN) no ano passado, que proíbe o uso de celular em todo o plenário. Mas ninguém falou nada. Nem mesmo Mambrini.

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