De todos os desafetos - velados ou declarados - da Câmara, uma dupla se destaca: Jepy Pereira (PSDB) e Gilson Pelizaro (PT) são os que mais se atacam. Considerando somente os últimos problemas entre os dois, existem representações de um contra o outro no Conselho de Ética da Câmara, na Polícia Civil e ataques na tribuna e na mídia local.
O clima começou a ficar pesado de vez no dia 5 de fevereiro, quando Pelizaro representou contra Jepy, que assumiu ter dividido a verba de assessoria para duas pessoas. Dias depois, outro entrevero: o tucano teria dito, em entrevista à rádio Hertz, que o petista só agiu porque estava sendo pressionado pela imprensa.
Pelizaro não gostou e disse, publicamente, que era mentira de Jepy. Ameaçou procurar a polícia e processar o colega de Câmara. Jepy se calou num primeiro momento, mas na última terça deu o troco, ao assinar representação contra o petista, que estaria “difamando”, por meio de panfletos, os vereadores que votaram pela aprovação do contrato da Sabesp com a Prefeitura.
Esta atitude, por sua vez, gerou outra resposta do PT. O presidente do partido, José Eduardo David, pediu providências do Ministério Público contra Jepy, que teria distribuído calendários com propaganda política extemporânea (antes do tempo). No meio do brinde, há uma folha avulsa pedindo abertamente votos para o tucano com os dizeres: “Não posso esquecer - 5 de outubro - Tenho que votar no Dr. Jepy Pereira vereador”.
Se o clima se mantiver na próxima terça-feira, a reunião deverá ser “quente”. O petista prometeu que irá para o embate. “Vou discutir o assunto na tribuna sim, porque o panfleto era do PT e não meu e foram levar o meu nome para o conselho”, disse. Jepy não se arrepende de ter aderido à representação. “Ainda que seja do PT. Eles estavam distribuindo, foram até pegos pela polícia”.
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