Motoristas fecham trânsito na porta das escolas


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Estudantes descem de ônibus parado no meio de rua nas proximidades da Unifran; omissão do poder público
Estudantes descem de ônibus parado no meio de rua nas proximidades da Unifran; omissão do poder público
A falta de bom senso de motoristas francanos tem ocasionado transtornos na porta das escolas da cidade. A formação de filas duplas gera um “inchaço” nas ruas e o que seria um simples embarque e desembarque de alunos, se transforma em um trânsito que desafia a paciência de qualquer um. Para aumentar o problema exponencialmente, nem Guarda Civil Municipal nem Polícia Militar dão qualquer satisfação de como podem resolver a questão. A cena se repete todos os dias em Franca nos horários considerados de pico (às 7 horas, 11h30, 12h30, 13 horas, 17 horas, 18h30, 19 horas e 22h30, na entrada e saída dos estudantes). Um dos locais mais problemáticos é na Avenida Moacyr Vieira Coelho, próximo ao Instituto Samaritano. O fluxo de veículos do Jardim Leporace e bairros próximos se encontra com o de pais pouco diligentes na porta da escola, o que tem ocasionado congestionamentos diários e, atrás deles, confusões, bate-boca e desentendimentos. Aqueles que juram não comprometer o trânsito, acabam tendo que passar pela pendenga das mesma forma. “Isso daqui é uma vergonha. Não há segurança para os estudantes”, disse o sapateiro aposentado Célio Quináglia, 59, que tem uma filha no primeiro ano do ensino médio. Para tentar resolver os transtornos a diretora da escola, Suely Santiago, mudará a entrada dos alunos para “desafogar” o fluxo na porta da escola. “Vamos tentar desviar o máximo dos embarques e desembarques para a rua paralela à avenida”. A situação encontrada na Moacyr Vieira Coelho não é diferente da Presidente Vargas, próximo a Escola João Marciano. A desordem no trânsito proporcionou pelo menos cinco acidentes em 2007. [FOTO2] PIOR, IMPOSSÍVEL Os universitários que frequentam as aulas na Faculdade de Direito de Franca passam pela mesma penitência todos os dias. A falta de sinalização, velocidade excessiva e exibicionismo de muitos motoristas transformam o simples tarefa de atravessar a Avenida Major Nicácio em um ato de coragem. A situação se agrava, e muito, à noite, quando centenas de alunos saem de uma única vez. Sem qualquer regra, ônibus vão parando onde conseguem, enquanto motos, carros e pedestres disputam o mesmo espaço. Como contar com a gentileza de um motorista no local é algo praticamente impossível, perdem os últimos. O diretor da FDF, juiz aposentado Celso Berardo, preferiu minimizar o problema, filosofando sobre a questão: “é necessário uma campanha de reeducação no trânsito e guardas no local multando quem comete as infrações”. O chefe do pelotão de trânsito da Polícia Militar, tenente Max, disse que a fiscalização na porta das escolas é constante mas prejudicada por outras ocorrências. “Há um planejamento de trabalho mas, muitas vezes, temos que deslocar a equipe para atender outras ocorrências”.

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