Familiares apóiam proximidade dos menores


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A sapateira Joana*, 49, é mãe de cinco filhos. Dois deles estão presos. Ela sabe bem o drama de ter um familiar preso longe de casa. O filho mais velho, de 21 anos, está na Cadeia de Balbinos, distante 300 quilômetros de Franca, e o outro, de 17 anos, na Fundação Casa local, que fica cerca de seis quilômetros longe de sua casa. Joana visita o mais novo toda semana e costuma passar o dia na instituição ao lado dele, como o fez na última terça-feira. “Fiquei o tempo todo lá. Ter a fundação aqui é uma bênção para as mães e os filhos também porque se têm o apoio da família, conseguirão se recuperar com mais facilidade”, disse. A mãe viu o mais velho em Balbinos há três meses. “Não tenho como ir sempre”, disse. Embora visite pouco o neto, que é órfão, a dona de casa Rosa*, 58, também aprova a instalação da Fundação Casa em Franca. “Não vou muito porque não gosto de passar pela revista. Já sou idosa. Mas é bom saber que ele está em Franca, estudando lá”. O jovem, hoje com 18 anos, já esteve internado na Febem de Sertãozinho dois anos atrás. A avó acha que o novo modelo, trabalhado na cidade, é melhor. “Ele está mais disposto, quer mudar. Tenho fé em Deus que ele vai voltar outra pessoa e será o homem que vai cuidar de mim’. Ela é viúva. A mãe do neto morreu de aids faz dois anos, e Rosa assumiu a criação dos seis filhos dela. (*) Os nomes foram substituídos para preservar a identidade dos entrevistados.

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