Seis meses depois de ser inaugurada, a Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, ex-Febem) de Franca está quase no limite. Falta exatamente uma vaga para que a capacidade máxima de internos seja atingida. A unidade comporta 56 menores e está com 55. Os menores, com idades entre 13 e 18 anos, estão presos principalmente por roubo e tráfico de drogas.
A diretora da Fundação Casa da cidade, Rosângela Caetano, disse que não há surpresas no volume de adolescentes recebidos desde setembro de 2007, mês da inauguração. “Era esperado porque ela foi criada para atender 56 adolescentes e está cumprindo esta proposta. Essa capacidade foi atingida aos poucos para que o trabalho fosse bem desenvolvido e os funcionários se adaptassem”.
Douglas Quintanilha, diretor da Vara da Infância e Juventude, explicou que boa parte dos adolescentes francanos ou da região, antes internados em unidades de Ribeirão Preto, Sertãozinho e São Paulo, foi transferida para Franca.
Se mais adolescentes precisarem cumprir medidas socioeducativas, não ficarão na Casa de Franca. Mesmo se forem da cidade, serão encaminhados para outros locais. “Nem chegam mais jovens. A Fundação tem todo um controle e já desloca para outras unidades.
Não podemos ultrapassar a capacidade”, disse Rosângela. Em 2007, a Vara da Infância e da Juventude encaminhou para internação 76 menores da região, uma média de seis por mês.
Novas vagas não deverão ser liberadas tão cedo. Condenados, os menores podem cumprir entre seis meses e três anos de medida. Mas a unidade de Franca trabalha com um novo modelo de recuperação de jovens infratores, o chamado pedagógico contextualizado, e o tempo de internação é de, no mínimo, um ano e três meses.
Até existe um projeto de expansão de vagas para a cidade com a construção de um prédio anexo à Fundação, no City Petrópolis, mas deverá estar pronto só a partir de outubro.
GESTÃO COMPARTILHADA
Para prestar o atendimento aos adolescentes, o governo estadual firmou parceria com a Pastoral do Menor. A diretora Rosângela apóia a iniciativa. “Trabalhamos o adolescente no seu contexto. A família também é trabalhada. Acompanhamos a reinserção dele na família e na comunidade e a ONG nos dá mais pernas para trabalharmos os familiares e a sociedade porque já as conhece”.
Para ela, o primeiro semestre de trabalho foi positivo. “Já notamos a transformação de alguns adolescentes e familiares. Temos muito trabalho a ser feito ainda e não é nada romântico porque educar dá muito trabalho, mas não há aprendizado sem disciplina, sem limites nem sem regras”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.