Prepare-se: preço do pão deve subir em 15 dias


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MAIS CARO - Reajuste no preço do pãozinho deve ocorrer ainda neste mês
MAIS CARO - Reajuste no preço do pãozinho deve ocorrer ainda neste mês
O café da manhã do francano ficará mais caro nos próximos dias. Os donos de padarias da cidade dizem que terão de aumentar o preço do pãozinho francês por causa da alta do trigo. Segundo eles, no último ano, a saca do produto teria subido 120% por causa da quebra na produção mundial. O repasse para o bolso do consumidor será feito ainda neste mês. Com o reajuste, o pãozinho passará a ser vendido de 15% a 20% mais caro, ou seja, se o quilo custa R$ 6, passará a valer até R$ 7,20. Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Franca e Região, Augustinho Valdemir Juliati, o que vinha segurando o preço atual do pão era o medo dos comerciantes perderem venda. “O pão é um produto básico na mesa do consumidor. Mesmo assim há uma insegurança na hora de alterar seu preço, mas o reajuste é quase inevitável”. Segundo Juliati, o Brasil consome uma média de 12 bilhões de toneladas de trigo por ano, desse total, 75% são importados. “A quantidade de trigo que produzimos no País não é suficiente para atender nossa demanda. A Argentina, que sempre cobriu nossas necessidades, ganhou mais um comprador, a China, que fez com que cortassem parte de nossas exportações. Está faltando produto, com isso, o preço sobe mesmo”. Em Franca, existem cerca de 90 panificadoras. Só na Padaria Estrela são vendidas até 6 mil unidades de pães por dia. “Por conta das constantes altas do trigo, os panificadores devem se reunir na semana que vem para decidir qual será o repasse feito para o consumidor. Não temos mais como suportar os aumentos sem repassá-los”, disse Paulo Xavier, proprietário da Estrela. A professora de música e dona de casa Maria Regina Barbosa compra 10 pães por dia. Mesmo com o aumento, ela não pensa em diminuir a quantidade ou substituir o produto. “Meus filhos gostam muito de pão e é um alimento bom para eles. Não tem como deixar de comprar”.

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