Ontem, por volta das 15h30, o carro do Conselho Tutelar estacionou na porta da casa de M. A garota foi conduzida até a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), que trata de casos com menores, para prestar esclarecimentos. Ela conversou com a psicóloga Fabiana Zagolin. Sua mãe chegou meia hora depois e também foi ouvida. Confira a opinião da psicóloga.
Comércio da Franca - O que a criança contou para a senhora?
Fabiana Zagolin - Ela me relatou que não compareceu à aula e foi para a casa de uma amiga e, lá, sua irmã soube que tinha faltado e ligou para a mãe, que foi até a casa dessa amiga muito brava e nervosa. A menina ficou com receio da mãe e tentou o suicídio, tomando água sanitária e tentando cortar o pulso. Mas após atendimento comigo, descobrimos que ela teve um relacionamento sexual com, segundo ela disse, um amigo dela em janeiro. Depois disso, ficou deprimida, sem condições emocionais para lidar com aquilo e a mãe não sabia.
Comércio - A senhora ouviu a mãe também. O que ela disse?
Fabiana - Ela confirma todos os fatos. Ela disse que chegou na casa da amiga muito brava, a filha já tinha tomado água sanitária. Disse ter falado palavras pesadas para as duas e a amiga falou: “sua filha não é santa” e falou da perda da virgindade.
Comércio - Como se justifica a atitude dessa criança?
Fabiana - Ela está entrando na adolescência e essa fase tem muita crise de identidade, relacionamentos que não dão certo, sonhos não concluídos. Realmente, ela não sabe o que ela quer. E numa atitude impensada, fez isso, no desespero, de medo da mãe.
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