Estado se cala sobre problemas na Segurança e Saúde de Franca


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Antônio Ferreira Pinto, secretário de Administração Penitenciária: fala, mas só através de assessoria
Antônio Ferreira Pinto, secretário de Administração Penitenciária: fala, mas só através de assessoria
De nada adiantaram as manchetes denunciando os pro-blemas da segurança pública e da Saúde em Franca, assim como a omissão do governo José Serra (PSDB). Nada foi suficiente para sensibilizar as autoridades estaduais quanto à urgência de uma solução para as questões. Ontem a reportagem esteve novamente à procura dos secretários de Administração Penitenciária e de Segurança Pública para uma resposta sobre os casos “Guanabara” e “Centro de Detenção Provisória” e foi “barrada” na assessoria de imprensa das secretarias. As respostas, vazias, aumentaram ainda mais as dúvidas da comunidade. Contatada ontem pela manhã, a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado disse que está ciente, bem como o secretário Antônio Ferreira Pinto, da gravidade dos problemas na cidade. O órgão afirmou, inclusive, que as matérias veiculadas nos últimos dias e em especial as de ontem, assim como a Objetiva do Comércio, foram as “capas” do serviço de clipping* do governo estadual. Pinto, no entanto, não atendeu à reportagem. Já a Secretaria de Segurança Pública pediu para enviar um pedido de entrevista com o secretário Ronaldo Marzagão e afirmou que a viabilidade seria estudada. O pedido foi enviado às 15h43 e a resposta às 18h30. Segundo a assessoria, a reportagem deveria procurar o delegado seccional de Franca, Maury Segui. De secretário, nada. O silêncio sobre assuntos importantes como, por exemplo, a construção do CDP e a desativação da já falida cadeia pública, no entanto, interferem diretamente na vida dos moradores do Jardim Guanabara. Para SCF (que pediu para não ser identificada), morar ao lado da cadeia é um risco. “Apesar de nunca terem invadido minha casa, o medo é constante. A gente se sente inseguro”, disse. MP Ontem, 110 presos deixaram as celas do Jardim Guanabara (veja mais na página A-7), mas o quadro é insustentável, segundo o promotor de Justiça Paulo Borges. Para ele, é urgente a necessidade de esvaziar a instituição. Em ação impetrada em 2005, Borges pede a limitação da capacidade da cadeia para 216 presos. Até ontem, o juiz da 5ª Vara Cível não havia dado seu parecer quanto ao pedido. *Clipping é uma seleção de matérias de jornais, revistas ou sites

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