As mulheres conseguiram revolucionar o mundo. Primeiro, no fim do século XIX, quando reivindicaram nas ruas de Nova Iorque, Estados Unidos, melhores condições de trabalho nas indústrias. Depois, fizeram parte do estopim da Revolução Russa de 1917, com a feminista bolchevique Alexandra Kollontai. No esporte, elas também mudaram a história. Uma delas, e mais conhecida, foi Maria Lenk, a primeira brasileira a disputar uma Olimpíada, em 1932.
Em Franca, as mulheres também ocupam seu espaço no esporte e com muita determinação. Nas escolas de iniciação esportiva da cidade, são elas quem mandam. Um levantamento feito pelo Comércio da Franca, com dados da Divisão de Esportes municipal, comprovou que as garotas dominam as escolinhas espalhadas pela cidade. Existem 2.740 meninas, contra 1.913 meninos em um universo superior a quatro mil esportistas inscritos. As modalidades com maior presença feminina nas escolinhas são a ginástica olímpica, o vôlei e a natação. Nas duas primeiras atividades, principalmente, os próprios alunos, com idades entre 11 e 15 anos, avaliam que o preconceito de colegas e dos próprios aspirantes a atletas impedem que eles pratiquem esses esportes, tidos como só de meninas.
Já nas equipes de representação de Franca, os meninos aparecem em maior quantidade porque também praticam mais modalidades do que as meninas. Neste caso, existem 359 esportistas do sexo masculino competindo em 19 modalidades. Contra 274 atletas femininas, participando de 17.
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Mas essa tendência de superioridade masculina nas equipes de competição começou a mudar na cidade em alguns casos. No handebol, são 40 mulheres e 30 homens. Em quadra também há diferenças. O time feminino pretende disputar o Campeonato Paulista principal da modalidade na categoria sub-20 ainda neste ano. O time masculino está distante disso.
O basquete tem um número menor de atletas, mas também segue na linha das competições oficiais. O time feminino foi totalmente reestruturado e neste ano deverá voltar aos principais torneios estaduais.
O futebol é um caso a parte. Esporte mais difundido no País, em Franca ele tem um grande número de praticantes. Ao contrário do masculino, as meninas vivem um momento especial. A equipe local ficou entre as primeiras do Estado no ano passado. Uma delas, inclusive, foi convocada para a seleção brasileira que disputará o Sul-Americano.
Colaborou Gabriel Ciciliani
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