Samello paga parte das dívidas trabalhistas


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Miguel Sábio de Mello, presidente da Samello, disse que a partir de junho a empresa começa a pagar os fornecedores
Miguel Sábio de Mello, presidente da Samello, disse que a partir de junho a empresa começa a pagar os fornecedores
“Foi uma semana vitoriosa.” A frase que o presidente do Grupo Samello, Miguel Sábio de Mello Neto, disse ontem resume a atual fase da empresa, que fechou as portas há mais de um ano e deixou para trás dívidas com 1,8 mil trabalhadores de Franca e de Santa Rita (PB). Na quarta, quinta e sexta-feira, a Samello pagou R$ 1,5 milhão a esses funcionários e planeja pagar outros R$ 5,5 milhões nos próximos quatro meses. A empresa liberou até 19% do valor total que cada um dos demitidos têm na rescisão de contrato, e liquidou seus débitos com outros 151 ex-funcionários que tinham valores de até R$ 599. “Era um valor relativamente pequeno e agora esses funcionários saem definitivamente da lista dos credores trabalhistas”, comemora Miguel. Para ele, pagar parte dos créditos dos funcionários é importante porque ajudará a diluir a dívida da empresa, que no seu auge chegou a R$ 90 milhões. Em julho de 2007, a Samello já havia dado o primeiro passo para a redução da dívida pagando valores de até R$ 1.750 aos funcionários que tinham salários em atraso. “Queremos pagar mais alguma coisa em breve”, adianta, sem estipular datas. Apesar de ser uma etapa fundamental no processo de recuperação judicial, a Samello ainda tem um longo caminho a percorrer quando o assunto é dívida. A empresa ainda deve aproximadamente R$ 65 milhões para funcionários, bancos e fornecedores. Dentro do plano de recuperação, ela tem até o mês de agosto para liquidar o que deve aos trabalhadores. Já quanto aos outros credores, a empresa tem prazo de até nove anos para pagá-los. Entretanto, nos planos do presidente, a idéia é se ver livre das dívidas em três anos. “No início de julho será a vez de começarmos a pagar os fornecedores”, disse Miguel. RECOMEÇO A retomada da produção, anunciada pelo presidente do grupo no mês passado, deverá ser adiada. Miguel disse que continua com a pretensão de produzir dentro da fábrica, mas adiou a data porque transferiu os recursos que poderiam ser utilizados em capital de giro para o pagamento dos funcionários. “Neste momento preciso consolidar pedidos e de capital de giro que permita pagar fornecedores e os trabalhadores nos dias 5 e 20. Não quero correr o risco de começar e ter que parar”.

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