Dívidas da Agabê ultrapassam a casa dos R$ 18,5 milhões


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Antônio Carlos Jardim, diretor do Sindicato dos Sapateiros, acompanhou as demissões dos funcionários da Agabê no dia 1º de fevereiro. Sindicato continuará orientando os demitidos
Antônio Carlos Jardim, diretor do Sindicato dos Sapateiros, acompanhou as demissões dos funcionários da Agabê no dia 1º de fevereiro. Sindicato continuará orientando os demitidos
Funcionários, R$ 4,05 milhões; bancos, R$ 9,25 milhões; fornecedores R$ 5,28 milhões; total: R$ 18,58 milhões. Esse é o valor devido pela Calçados Agabê a credores de Franca e da cidade de Aracati (CE). A lista com o nome de todos eles está publicada hoje no caderno Classificados do Comércio. Eles têm 15 dias para impugnar os valores apresentados. O procedimento é mais uma das fases da recuperação judicial pedida pela empresa que ainda não tem data para terminar. A Agabê entrou com pedido de recuperação na Justiça em 1º de fevereiro, mesmo dia em que dispensou, de uma só vez, 500 trabalhadores e encerrou sua produção na fábrica de Franca. Com o pedido aceito pelo juiz, ela ganha prazo para quitar suas dívidas e, se quiser, voltar a produzir. Mas, antes, terá de apresentar um plano para o pagamento desses débitos. A empresa tem até dia 10 de maio para cumprir essa determinação. Depois de entregue, o plano deverá ser discutido pelos credores em uma assembléia. Se aprovado, começará, então, a ser colocado em prática. Enquanto o processo estiver em andamento, todas as ações e execuções judiciais de dívidas contra a Agabê ficam suspensas. Caberá ao contador Ernesto Volpe Filho, nomeado pela Justiça, a fiscalização de todo o processo. É a ele que os credores devem procurar caso discordem dos valores apresentados pela empresa. Quem não contestar o débito receberá exatamente a quantia publicada hoje pela Agabê. Para atender os credores, Volpe estará, até o dia 28, no prédio da Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, 3250, onde funciona a Agabê. O horário de atendimento será das 7h30 às 10h30. Reginaldo Sthephanelli, advogado da empresa, disse que a diretoria não descarta vender patrimônios, hoje estipulados em R$ 23 milhões, para quitar suas dívidas, mas a prioridade será a retomada dos negócios. “Ela pode até vender patrimônio para garantir a dívida, mas o objetivo é produzir, já que a empresa tem bastante pedidos e está fabricando 2 mil pares na fábrica de Aracati. Em Franca, deve voltar a produzir em breve, licenciando a marca a outras fábricas”. Ainda segundo o advogado, no plano de recuperação que deverá ser apresentado à Justiça, mas ainda não está pronto, os funcionários terão prioridade. “Infelizmente não há como apresentarmos uma data para que esse pagamento aconteça”. O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, acredita que, por parte dos funcionários, não haverá divergências em relação ao plano de recuperação. Segundo ele, o sindicato acompanhará todo o processo, assim como aconteceu na Calçados Samello, que também enfrenta o processo de recuperação judicial há mais de um ano. “Todas as ações que precisarem ser feitas, vamos fazer”.

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