A família da aposentada Carmem Vioto, 64, de Rifaina, ainda estava tomando café quando um oficial de justiça chegou com a liminar concedida pelo juiz Luiz Gustavo Rezende, determinando que o Hospital do Câncer de Franca atendesse a aposentada.
O drama de Carmem, que tem câncer no colo do útero, diabetes e necessita de aparelho para, respirar, começou na terça-feira depois que o pedido de atendimento dela foi negado pelo hospital. Inconformado, o secretário de Saúde Antônio Carlos Marcelino procurou o promotor de Justiça de Pedregulho, Alex Pires, que ingressou com uma ação judicial.
A filha da aposentada, Rosângela de Lourdes Vioto, se surpreendeu com a rapidez. “Não esperava que fosse tão rápido. Felizmente, minha mãe será atendida. Do jeito que ela está, não pode esperar”, disse.
Carmem Vioto foi atendida por volta das 11 horas. O secretário de Saúde de Rifaina, que acompanhou todo o procedimento, disse que ela fez exames de urina e sangue e uma consulta foi marcada para terça-feira. “Infelizmente tivemos que adotar medidas extremas para que ela fosse atendida”.
A professora Kelly Cristina Diniz, 37, de Guará, que necessita de tratamento de quimioterapia após uma cirurgia de retirada de nódulos nos seios, também estava mais tranqüila na tarde de ontem.
Na quarta-feira, ela não conseguiu ser atendida no Hospital do Câncer. Kelly também recorreu ao Ministério Público e ontem conseguiu agendar uma consulta para segunda-feira. “Eles até me pediram desculpas e me disseram que o problema é por causa de dinheiro”.
Ontem, nenhum paciente passou pelo mesmo drama das duas pacientes. Segundo a assessoria de marketing da Santa Casa, foram atendidos dois pacientes da região em estado de emergência. Um paciente veio encaminhado de Ituverava para implantação de marcapasso; outro de Estreito - em Pedregulho - com problemas de coluna.
Ainda segundo a assessoria, a recusa do hospital se deve ao fato do Governo do Estado suspender o pagamento de procedimentos feitos além dos já contratados. Além disso, o Estado estaria ainda se recusando a pagar uma dívida que chega à casa de R$ 1,2 milhão.
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