Região do Aeroporto de Franca oferece risco a vôos


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Construções da região do complexo Aeroporto, mais precisamente as do entorno do Aeroporto “Tenente Lund Presotto”, de Franca, põem em risco pousos e decolagens de aeronaves no local. A conclusão faz parte de um relatório elaborado pelo 4º Comar (Comando Aéreo Regional) no ano passado e enviado a autoridades e à Prefeitura de Franca. A vistoria encontrou três irregularidades, todas elas em construções fora dos limites do aeroporto. O documento pede providências que, segundo a Prefeitura, já estão sendo tomadas. Em um dos casos, uma caixa d’água foi erguida com altura acima da permitida. O prédio estaria a 1.300 metros de distância do local, mas mesmo assim poderia interferir na segurança de pousos e decolagens. Segundo o diretor de Fiscalização da Divisão de Obras e Posturas da Prefeitura de Franca, Ismael Antônio Xavier, o problema já foi solucionado com a demolição da construção pelo dono do imóvel após notificado pelo órgão. O segundo problema apontado pelo Comar seria uma torre em um estabelecimento comercial da Avenida Carlos Roberto Haddad, também nas proximidades do aeroporto, que interferiria na “área horizontal interna da pista, ou seja, na movimentação da aeronave no entorno do aeroporto para os procedimentos de aproximação e pouso”. Foi solicitado um parecer técnico sobre a presença dessa torre ao órgão competente dentro do Comando da Aeronáutica, mas antes do resultado a Prefeitura afirmou já ter se antecipado e notificado o dono do estabelecimento para a retirada do equipamento. Ontem à tarde o proprietário não foi encontrado para informar se havia recebido tal notificação. Seus funcionários informaram que ele estava em viagem e só voltaria na sexta-feira. O terceiro ponto, e mais problemático, diz respeito à Avenida Euclides Vieira Coelho, que passa na cabeceira da pista do “Lund Presotto”. A construção da avenida em local inadequado forçou a administração do aeroporto a cortar 300 metros da pista de pouso principal, o que praticamente a inutiliza para pousos de aeronaves de grande porte, do tipo 737 utilizadas pela Gol, por exemplo. Segundo Ismael, a Prefeitura já publicou edital da lei que autoriza a ONG Franca Viva a construir o parque no antigo aterro de resíduos, no Aeroporto III. “Quando isso ocorrer, vamos mudar a avenida de lugar, saindo da cabeceira da pista e liberando os 300 metros necessários para uma futura utilização do aeroporto para grandes vôos”, disse Xavier.

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