Teatro, dança, música, coral, poesia encenada, apresentações circenses, artes plásticas, cenas curtas e oficinas culturais. A partir de amanhã até o dia 18, Franca vai respirar arte e cultura.
A 20ª edição do Festival Águas de Março é promovida pela Fetanp (Federação do Teatro Amador do Nordeste Paulista), com o apoio da Prefeitura de Franca e a Feac (Fundação para Esporte, Arte e Cultura), e tem como objetivo a integração de diversas manifestações artísticas e principalmente a revelação de novos talentos. Durante o evento, mil artistas vão se apresentar para o público francano.
Segundo Jô Ribeiro, diretor do Teatro Municipal e um dos organizadores do projeto, este ano o projeto vai ser realizado em espaços alternativos localizados em vários pontos da cidade. “As apresentações de dança e teatro vão ser promovidas nas praças, centros comunitários e escolas da rede pública municipal e estadual”, ressalta.
Para o presidente da Feac, Reginaldo Emídio da Silva, o projeto proporciona uma programação cultural para a população gratuitamente, além de possibilitar a troca de experiências entre os artistas.
Para garantir o acesso aos espetáculos no Teatro Municipal, será necessário doar um litro de leite ou de óleo, minutos antes das apresentações. Todos os produtos arrecadados serão encaminhados para o Fundo Social de Solidariedade.
Durante o Festival Águas de Março, sete grupos francanos concorrem ao Festival de Poesia Encenada e 12 grupos ao Festival de Cenas Curtas. Os três melhores de cada categoria receberão troféu, certificado e uma ajuda de custo - R$ 500, R$ 300 e R$ 200, respectivamente.
DOIS ESPETÁCULOS ABREM O FESTIVAL
Os organizadores do projeto selecionaram duas peças teatrais de renome que vão marcar a abertura do Festival Águas de Março. No projeto Arte na Rua, a Cia. Teatral Boccaccione, de Ribeirão Preto, apresenta O Velho da Horta, amanhã, na Praça Barão, às 12 horas. No Teatro Municipal, às 21 horas, será a vez do Grupo Teatro do Pé, de Santos (SP), apresentar o espetáculo Argumas de Patativa.
“O Velho da Horta”, dirigido por João Paulo Honorato Fernandes, une o teatro popular, a literatura e a música. Os atores são preparados com oficinas de teatro físico, expressão corporal, arte circense, expressão vocal e musicalização (canto, ritmo e composição).
Uma das características do trabalho é a utilização da música, composta especialmente para o espetáculo, que traduz em melodia o que a cena propõe, e é executada pelos atores, ao vivo, durante o espetáculo.
Argumas de Patativa, com direção de Mateus Faconti, propõe um espetáculo vibrante que se utiliza de diversas linguagens para levar aos palcos um apanhado da obra de um dos mais importantes representantes da cultura popular brasileira, o poeta e cantador Patativa do Assaré.
O espetáculo se configura como um painel, onde várias facetas do povo nordestino são apresentadas através de teatro de bonecos, monólogos dramáticos e cenas cômicas e líricas, sempre ao som de uma rica trilha sonora executada também ao vivo, pelos próprios atores em cena.
A peça já recebeu vários prêmios e no ano passado participou do projeto Viagem Teatral, promovido pelo Sesi.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.