Após um início de ano atípico, com quatro derrotas em quatro sessões, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) conseguiu, enfim, aprovar projetos importantes na Câmara Municipal. E foi por atacado: três de uma só vez. O principal e mais polêmico foi o da criação de 98 vagas para a Secretaria de Educação. Após adiamentos e muito bate-boca, a matéria passou pelo Legislativo. E com um atrativo a mais: até a oposição votou com o prefeito desta vez.
Para Rocha, o Legislativo cumpriu com seu papel. “Criamos 45 novas salas de aulas e precisamos deste pessoal. Houve uma ligação da contratação de novos professores com substitutos, o que não tem nada a ver”, disse o tucano. O prefeito prometeu, ainda, regularizar hoje a “novela” que envolve 68 professores substitutos que não puderam assumir salas de aula por recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Aproximadamente 50 deles estiveram ontem na Câmara para protestar pela não contratação. “Nesta quarta-feira vou resolver a situação dos substitutos, autorizando que eles assumam suas funções.
Baixarei um decreto regulamentando o trabalho deles”, disse.
A contratação, porém, deverá ter curta duração. “Deve haver até o meio do ano um concurso. Os que estão na Prefeitura ficarão até a realização deste concurso”. Os professores, que assistiram à sessão de ontem de roupa preta e portavam narizes plásticos “de palhaços”, são contratados todo ano desde 2001, não descartam uma ação judicial para permanecerem no cargo após este período.
MAIS APROVAÇÕES
Outros dois assuntos de interesse do prefeito aprovados ontem na Câmara foram referentes à aprovação das contas do município relativas ao ano de 2006 e a mudança no contrato com a Sabesp que fornecerá, a partir de agora, além da massa asfáltica para o recapeamento de avenidas da cidade, recursos em dinheiro para a Prefeitura contratar mão-de-obra para a realização do serviço.
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