Após mais de dois anos envolvida nas mais diversas acusações, nenhuma punição efetiva por parte da OAB. Adriana Telini continua com sua carteira profissional, podendo advogar livremente. Entretanto, esse cenário pode estar prestes a mudar. Tramita no 13º Tribunal de Ética e Disciplina da OAB da Região de Ribeirão Preto um processo encaminhado pela Subsecção da Ordem de Franca que pede a suspensão de seus direitos. A data inicial prevista para esse julgamento é o dia 14 de março. Concomitantemente, corre em segunda instância no Conselho Seccional da OAB em São Paulo um processo que recomenda sua suspensão por um ano, bem como sua expulsão da entidade. As acusações que pesam sobre a advogada - formação de quadrilha, associação para o tráfico de drogas, ligação com o crime organizado e tentativa de latrocínio - foram os principais motivos para o processo disciplinar.
Mesmo tendo abdicado por tempo indeterminado de advogar, Adriana Telini deverá ter o seu caso julgado pelo Tribunal de Ética de Ribeirão. Segundo o presidente da entidade, Luiz Gastão de Oliveira Rocha, o processo corre dentro dos trâmites legais. “Eu já expedi uma intimação para que a advogada possa se defender do processo que veio de Franca com relação à eventual análise de suspensão preventiva. Se eu não obtiver resposta e ela (Adriana) estiver foragida, eu tenho que intimá-la pelo Diário Oficial”, disse Luiz Gastão. Se Adriana Telini, que tem prisão preventiva decretada, não comparecer ao julgamento, o mesmo ocorrerá à sua revelia.
Além do pedido de suspensão das funções, corre ainda em São Paulo, no Conselho Seccional de Ética da OAB, a decisão do processo principal julgado em 16 de setembro de 2006 o qual suspendia a advogada por um ano e pedia sua expulsão. A defesa de Telini apresentou recurso e por isso o processo está parado no órgão paulista aguardando decisão. Segundo o presidente da OAB de Franca, Mansur Jorge Said Filho, mesmo com o processo civil em andamento, a advogada poderá sofrer sanções pesadas no Conselho.
Para Mansur, o novo indiciamento de Adriana no início do ano deve agravar ainda mais sua situação diante do órgão. Por causa de toda a repercussão, Mansur acredita que a advogada possa, inclusive, ser expulsa do quadro da OAB, mas a decisão definitiva deve demorar alguns anos após todos os recursos esgotados. (Alessandro Macedo)
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