“Se o Estado não tomar uma providência rápida, a saúde vai virar um caos”. A frase é uma das que Alexandre Ferreira, secretário de Saúde de Franca, utilizou ontem ao avaliar o impasse entre Santa Casa e o Estado no gerenciamento de vagas para atendimentos de saúde de média e alta complexidade, ambulatoriais e internações no hospital.
Ferreira participou, ao lado do presidente da Santa Casa, José Cândido Chimionato, de reunião na manhã de ontem com a diretora da DRS-8 (Direção Regional de Saúde), Adriana Ruzene. Na região, a DRS é responsável por gerenciar os atendimentos pagos pelo SUS na Santa Casa.
O secretário disse que foi apenas como convidado, mas garante que acabou ouvindo mais do que deveria. “O Estado quer jogar para o município a responsabilidade do que está acontecendo. Ela (Adriana) ofereceu me devolver a gestão da Santa Casa como se fosse um prêmio”, reclamou Ferreira, acrescentando que não aceitará. “Vou ficar esperando eles encontrarem uma solução”.
Ferreira reclamou ainda que, no contrato entre a Santa Casa e o Estado, os serviços comprados ficaram abaixo do que a Prefeitura de Franca adquiria. “Nós ainda pagávamos pelo que o hospital fazia a mais. O Estado não tem essa postura”.
O diretor-hospitalar da Santa Casa, Marcelo de Paula Lima, confirmou, na semana passada, que a Prefeitura de Franca bancava os excedentes de atendimento e chegou a lamentar o contrato com o Estado.
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