Vereadora acusa Prefeitura de barganhar apoio a campanha


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Vereadora e delegada da DDM, Graciela Ambrósio criticou a administração municipal: “Não entendi a mudança de postura”
Vereadora e delegada da DDM, Graciela Ambrósio criticou a administração municipal: “Não entendi a mudança de postura”
Duas camas ginecológicas e uma enfermeita motivaram a ira da vereadora Graciela David Ambrósio (PP) contra a administração municipal. O equipamento e a servidora foram requisitados por Graciela para promover, segunda-feira que vem, cem exames de papanicolau - que detecta o surgimento do câncer no colo do útero - na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). A realização dos exames faz parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher. A princípio, o pedido foi atendido. Depois, a postura mudou e Graciela ganhou um sonoro “não”. Para ela, a negativa foi política. A “pirraça” da Prefeitura teria ocorrido por causa de uma assinatura. A vereadora compõe, com Jepy Pereira (PSDB) e Valter Gomes (PSB), a Comissão de Orçamento e Finanças. Ao contrário dos colegas, na terça-feira passada, ela não deu parecer favorável às contas do município em 2006, que contêm ressalvas do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Três dias depois, a Prefeitura, que já havia cedido as camas e aenfermeira, voltou atrás. “Posso até imaginar o que aconteceu (...) Se já havia o aval, por que voltaram atrás?”, questionou. Graciela disse que busca apoio, agora, de entidades particulares para poder viabilizar os exames. Procurou, ontem, diretores da Unifran, Unimed e Santa Casa para solicitar respaldo. Todos teriam prometido ajudar. “É um serviço que auxilia a Secretaria de Saúde, porque (na rede) esses exames demoram de três a quatro meses”, disse. Não negaram para mim, mas para a população feminina”. O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, deu outra versão. Negou que a decisão tenha sido política e afirmou que a negativa se deu por falta de camas ginecológicas e pessoal. “Temos poucos funcionários e equipamentos e transferi-los da Unidade Básica de Saúde para a DDM para fazer um exame que já fazemos é inviável”, disse. “Quanto à demora, acredito que a vereadora se equivocou”. MAIS PROBLEMAS Não bastassem as críticas de Graciela, Ferreira teve ainda outro problema ontem. Uma médica emergencialista do pronto-socorro “Dr. Janjão”, que não teve o nome revelado, deixou o plantão, no sábado à noite, pouco depois de uma hora após assumir seu posto. “Vamos levantar os motivos de ela ter feito isso. De imediato, descontaremos de seu salário, mas temos outras opções de punição, que vão desde uma advertência verbal a uma demissão por justa causa”, disse o secretário.

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