Declaração de amor a um menino


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Prezada Larissa (leia a carta de Larissa Lancha Alves de Oliveira em http://www.comerciodafranca.com.br/materia. php?id=26793), a imprensa não tem obrigação de conhecer as pessoas para divulgar fatos, não tem a obrigação de conhecer as famílias, não tem obrigação de saber se tem ou não berço. Cabe à imprensa divulgar fatos reais, aliás, se não fizer assim, estará sujeita a procedimentos judiciais. Lamento muito pelo erro do jovem Caio. Não o conheço e também não gostaria de conhecê-lo, pois quem dirige em alta velocidade e transporta lança-perfume no carro, não quero por perto. Qualquer cidadão que transporta drogas ilícitas é considerado traficante, mas a Justiça está aí para investigar isso. Todos nós erramos. Eu também erro, mas prejudico só a mim. Nunca prejudicarei outras pessoas. Nunca colocarei em risco – assim espero –, a vida de outras pessoas. Acidentes acontecem sim, mas atropelar alguém, jogá-lo para sob o carro e permanecer acelerando é insano. E a imprensa não descreveu isso. As cenas de terror estão nas imagens gravadas pelas câmeras de segurança do posto. Por sorte, as pessoas presentes não tentaram linchar Caio quando, covardemente, tentou fugir. Talvez pela pouca idade ele tenha agido como agiu. Espero que a imprensa continue assim, imparcial, divulgando os fatos, dando nome aos delinqüentes e tornando-os conhecidos através dos familiares, sim. Parabenizar o Comércio pela cobertura imparcial e a coragem de mostrar os fatos reais, não importando sobrenome, cor, classe social, etc. José Tadeu de Carvalho é leitor do Comércio da Franca

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