Realize seus sonhos


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É fato que sonhar não paga nada. Já para conseguir realizar boa parte desses sonhos, investir é inevitável. Mas quando o assunto é poupar ou aplicar o dinheiro, qual a melhor escolha? Como administrar bem as finanças? Quais devem ser as prioridades? Quanto, afinal, custa o seu sonho? Para ajudar você nessa tarefa, o Se Liga escolheu quatro desejos dos mais comuns entre os jovens e, com a ajuda de um economista, tentará mostrar como é possível alcançá-los. São eles: tirar a carteira de habilitação, comprar um automóvel, viajar ou cursar e concluir o ensino superior. As opções que virão a seguir são apenas um exemplo e os métodos para obtê-los, uma sugestão. Com isso, o leitor terá uma idéia do planejamento, que é essencial, necessário. Tomaremos por base investimentos de até R$ 200 mensais. Para começar, selecionamos o item mais cobiçado pela galera: o automóvel. Por ser um bem que é usufruído a longo prazo, o economista Hélio Braga Filho garante que vale a pena o investimento, mesmo se o orçamento “apertar”. Quem poupar R$ 200 do suado dinheirinho mensalmente, em 19 meses terá o suficiente para comprar uma moto usada, de R$ 4 mil. Caso não se contente e queira um carro, terá os R$ 15 mil necessários em seis anos. É muito tempo? Troque, então, o carro por uma viagem. Com a mesma poupança, você fará um belo passeio para um dos destinos mais cobiçados atualmente pelos brasileiros: Bariloche, na Argentina. Em 15 meses, você terá os R$ 3 mil necessários. Nas contas, o ideal é não comprometer mais que 1/3 do salário. Em qualquer ocasião, o pagamento à vista é sempre a melhor opção. Se isso parecer utópico demais, poupar parte do valor total, garantindo uma boa entrada e diminuindo a incidência dos juros, é a melhor saída. Se não tiver pressa, evite o financiamento total, porque ele quase sempre mascara o preço final do veículo. “O leasing também não é aconselhável porque pode haver mudança de contrato e a pessoa ser surpreendida com uma dívida bem maior do que a inicial”, disse Hélio Braga. Pensando justamente em realizar este sonho há três anos, a auxiliar de escritório Vânia de Sousa Gomes, 21, deposita na poupança cerca de R$ 200 por mês. Mesmo recebendo pouco mais de um salário por mês, está decidida a comprar um carro. “Nem sempre sobram R$ 200; mas aí deposito menos”, disse ela. “Não deixo de ter minhas coisas, mas penso no futuro”. Para viajar, a preparação deve ser a mesma. A vantagem é que, nesse caso, fica mais fácil poupar, uma vez que o valor, geralmente, é menor. Se não der para guardar a quantia total, que tal fazer um pé-de-meia e financiar somente a passagem ou então a grana para as despesas de viagem? Uma dica importante também é evitar viajar sozinho. Em turmas ou em grupos, os descontos ofertados pelas agências geralmente são maiores. ACESSÍVEIS Se seus sonhos são mais modestos, a começar pela Carteira de Habilitação, passaporte que o paizão exige como condição para entregar o carro, siga o mesmo roteiro anterior: poupe. A não ser que tenha quem pague por você, é bom saber que o documento é caro, e pode ficar ainda mais no caso de uma reprovação nas etapas de teste. Com um rendimento de R$ 830 (dois salários mínimos) o investimento já é possível. Não faça empréstimos ou financiamento para pagar a carta. Como o custo não é alto, é melhor guardar o dinheiro para pagá-la à vista ou, no máximo, em poucas parcelas. Se sua renda estiver comprometida de alguma forma, siga a orientação do economista e não se precipite. Mas se diante das opções acima, você pensa mesmo é no seu futuro, parabéns! Carro é bom, viajar é melhor ainda. Só que tentar garantir a faculdade ou um bom curso técnico é o melhor investimento que você pode fazer. “Com um salário mínimo livre a pessoa consegue pagar a mensalidade de um curso superior, mesmo que complete a verba com a ajuda de terceiros”, ponderou Braga Filho. Em sua opinião, adquirir conhecimento é sempre a melhor aposta. E se você, que já trabalha, não ganha o suficiente para encarar as prestações de uma instituição particular, nem assim é motivo para desistir. Existem diversos programas que financiam os estudos, na maior parte delas parcialmente. Os descontos são oferecidos como forma de incentivar pessoas com renda menor a estudar. Procure se informar.

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