Perfumes não sofrem redução de preços


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Em 12 meses, o dólar caiu em média 15%, e, pela lógica, os produtos importados deveriam ficar mais baratos na mesma proporção. Mas, na prática, não é assim. O repasse da baixa na cotação da moeda americana não chegou a todos os setores. Os perfumes, pelo menos em Franca, não tiveram redução de preço. Maria Francisca Couto Araújo, proprietária da Rassinage, diz que os clientes cobram a redução, mas ela não consegue baixar os preços. “A queda do dólar ainda não influenciou o setor. Nas importadoras das quais eu compro, os perfumes continuam com o mesmo preço de um ano atrás”. Para o professor de economia Aécio Flávio Lemos, o repasse da variação do dólar depende do tipo de produto. “O mercado funciona na base da oferta e procura. Depende da necessidade. Nem todos os setores repassam, pois é interessante aumentar a margem de lucro”. Lemos disse ainda que é difícil prever se o dólar continuará a cair. “Depende da economia mundial. Para o Brasil, é uma faca de dois gumes, pois, ao mesmo tempo que traz benefícios atrapalha o exportador”.

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