Fiquei emocionado com o artigo de Larissa Lancha Alves de Oliveira, “Declaração de amor a um menino” (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia. php?id=26793). Concordo plenamente com ela. É muito fácil crucificar uma pessoa, levantar uma onda de ódio. Difícil é admitir que todos nós somos passíveis de erro. Claro que o Caio errou, e como escreveu a própria Larissa, errou feio. Mas quem o crucificou esquece-se que poderia estar no lugar dele. Talvez tivesse reagido de maneira diferente, mas quem pode controlar-se num momento de intensa emoção, de pânico mesmo? Quem sabe o que passou na cabeça dele naquele momento? Quem sabe o que passaria na sua própria cabeça? Desde que aconteceu essa tragédia, tenho pensado em escrever algo, por ter visto tanta impiedade com um jovem, por conhecer o Caio acho que desde o nascimento, por ter sido médico dele, por conhecer a família dele... Também tenho filhos, e por tê-los é que penso várias vezes antes de lançar uma acusação. É repetir o texto bíblico: quem nunca errou que atire a primeira pedra... Resta continuar rezando pelo frentista ferido, pelo Caio e pelas famílias envolvidas nesse triste episódio...
Hermes Falleiros
é leitor do Comércio da Franca
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A questão é complexa. Uma leitora do Comércio se manifestou dizendo que os pais do garoto são culpados. Eu não acho. Creio que se fosse com um filho dela, ela não gostaria de ser exposta. Eu entendo que os pais do adolescente não têm culpa de nada. Eles não estavam com ele na hora do trágico episódio. Ou será que a leitora tem certeza que os pais dele lhe deram o carro e disseram: “vá lá, compre seis vidros de lança-perfume, atropele um frentista de posto e depois tente fugir”. Assim como quaisquer seres humanos, eles devem ter ficado indignados, mas tiveram que se conter. Afinal, o filho é deles e eles amam o garoto independente de qualquer coisa. Acho que o jornal deveria ter mais cuidado com a exposição dos familiares. O jornalista que assinou a matéria publicada pelo Comércio (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=26673) não se colocou no lugar do pai do jovem. Foi estratégia de venda, sim! Concordo com a opinão do jornalista Eduardo Lemos, este sim, um profissional de caráter, de São Paulo, que discordou da forma com que o jornal tratou o assunto.
Fernanda
é leitora do Comércio da Franca
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NOTA DA REDAÇÃO — O Comércio reafirma todos os termos contidos na Nota que acompanhou a publicação da carta do jornalista Eduardo Lemos (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia. php?id=26759). A leitora Fernanda confunde o exercício do jornalismo ético com falta de caráter e isso a torna defensora da publicação de matérias maquiadas, que escondam dados, mesmo em detrimento do direito à informação, preceito constitucional. O caso de Caio Meneghetti Lombardi continua suscitando debates apaixonados de nossos leitores. Este jornal, através da Editoria de Opinião, recebe dezenas de e-mails todos os dias e democraticamente os publica, mas jamais abrirá mão de praticar o jornalismo baseado na verdade, pedra angular de sua atuação há 92 anos.
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