Santa Casa abre temporada de ‘cortes’


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Estão em vigor desde ontem as medidas adotadas pela Santa Casa de Franca em relação ao contrato de Saúde assinado com o governo do Estado. Sem recursos suficientes para manter atendimentos a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), hoje gerenciado pelo Estado, o hospital cortará até 13 mil procedimentos por mês. Os principais afetados serão pacientes da quimioterapia, radioterapia e hemodiálise. Outros serviços como internações e casos de média complexidade - pequenas cirurgias e atendimentos ambulatoriais - também não devem escapar dos cortes. “Vamos controlar diariamente nossos serviços oferecidos ao Estado e, quando cumprir a cota, eles serão suspensos. Isso pode acontecer a qualquer dia do mês”, disse Marcelo de Paula Lima, diretor-hospitalar da Santa Casa. O reflexo das medidas ainda não foram sentidos pelos pacientes. O que causou estranheza em quem procurou o hospital ontem foi deparar com a entrada principal do Pronto Socorro fechada. A estratégia foi uma das que a diretoria da Santa Casa adotou para controlar melhor o fluxo de pacientes no hospital. “Esse procedimento vai facilitar os procedimentos de internação e ter uma melhor regulação da entrada desse paciente”, explicou Marcelo. Nos demais procedimentos, de alta e média complexidades e ambulatoriais, as mudanças sistemáticas começam a partir de amanhã. A DRS-8 (Diretoria Regional de Saúde), órgão vinculado ao governo do Estado e responsável em regular os atendimentos na Santa Casa, terá que remanejar pacientes da oncologia (câncer) e hemodiálise para outros hospitais. Os mais próximos estão em Barretos e Ribeirão Preto. PREJUÍZOS A partir de julho de 2007, os atendimentos prestados aos pacientes do SUS passaram a ser gerenciados pela Secretaria Estadual de Saúde. Como a cota de procedimentos excedeu seu limite ao longos dos últimos oito meses, a Santa Casa acumulou prejuízos na ordem de R$ 1,2 milhão. O reembolso dos excedentes deveria ter sido feito pelo Estado, mas não foi. Para piorar a situação, a Santa Casa foi excluída do Programa “Pró-Santas Casas”, desenvolvido pelo governo do Estado e que lhe garantia recursos de R$ 600 mil. O dinheiro extra chegou aos cofres do hospital de julho a dezembro - sendo que o prazo previsto seria de 12 meses - e não foi renovado. “Para não ter mais prejuízos vamos deixar que o Estado assuma sua responsabilidade. Não podemos fazer mais do que nos pagam”, disse José Cândido Chimionato, presidente do hospital.

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