Justiça decreta prisão preventiva e Adriana Telini some


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Adriana Telini estava em pousada de Carmo do Rio Claro (MG) e desapareceu ao ser alertada que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça
Adriana Telini estava em pousada de Carmo do Rio Claro (MG) e desapareceu ao ser alertada que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça
Se alguém encontrar a advogada Adriana Telini Pedro, avise a polícia. Entre os criminosos mais procurados da cidade, ela aparece em primeiro lugar, a número um do baralho. Acusada de envolvimento em um roubo de jóias avaliadas em R$ 120 mil, ela teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na sexta-feira e fugiu. Policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) permanecem de prontidão na tentativa de localizá-la e mandá-la novamente para a cadeia. O noivo de Telini, Luciano dos Santos Gonçalves, 31, e os autores do assalto, Robson de Souza Rocha,19, o “Robinho”, e Marcelo Estéfani Russo, o “Sassá”, também são caçados pela polícia. No início de fevereiro, a advogada já havia passado dez dias na cadeia de Batatais. Ao final da prisão temporária, o Ministério Público se posicionou contra o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil. Telini foi solta na madrugada do domingo, 10. No dia seguinte, fechou seu escritório e anunciou que estava abandonando a profissão até a conclusão do processo. Enquanto a advogada deixava a cidade e seguia para um retiro espiritual, os policiais da DIG corriam atrás de mais informações para comprovar sua participação no assalto. “Por meio da relação de telefones, constatamos que a ligação que o noivo de Adriana Telini recebeu no momento em que escolhia as jóias no escritório dela, partiu de um imóvel usado por Robinho. Uma testemunha confirmou que o assaltante ligou para o Luciano às 10h55. Logo em seguida, ele saiu e fez o roubo”, contou o delegado Márcio Garcia Murari. [FOTO2] A prova definitiva que a polícia esperava foi obtida na sexta-feira, 22. A equipe da DIG foi até Hortolândia, na região de Campinas, na tentativa de localizar o assaltante Robinho, que estava com a prisão preventiva decretada. Acabou encontrando o noivo de Adriana Telini e o abordou para averiguação. “Para nossa surpresa, ele estava usando um cordão de ouro. Trouxemos o material para Franca e as vítimas reconheceram como sendo uma das peças roubadas dia 21 de janeiro diante do escritório da advogada”. Luciano não foi preso, pois ainda não havia mandado judicial contra ele. A polícia juntou as novas informações ao inquérito e voltou a pedir a prisão preventiva dos envolvidos na terça-feira, 26. Antes mesmo de a Justiça se manifestar, o setor de investigação descobriu que Adriana Telini e o noivo estavam hospedados na Pousada Pontal em Carmo do Rio Claro (MG), cidade localizada a160 quilômetros de Franca. O casal foi monitorado, mas não podia ser detido. O mandado de prisão preventiva chegou às mãos dos policiais na tarde de sexta-feira, 29. Coincidência ou não, quando os policiais estavam saindo para o cumprimento, receberam a informação de que Adriana Telini havia deixado a pousada horas antes na companhia de familiares. “Ela é uma foragida da Justiça”, finalizou Murari. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ainda não puniu Adriana Telini pelo envolvimento no assalto.

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