‘Tropa de Elite’: na rua antes do cinema


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Atores, figurantes, produtores, equipe de música, som, fotografia, câmeras, desenho, figurino, edição e efeitos especiais. Antes de chegar às prateleiras de uma locadora, a produção de um filme envolve centenas de pessoas que esperam, ao final dela, terem sua rentabilidade ao vê-lo projetado nas telas de cinemas. Não foi isso que aconteceu com o filme Tropa de Elite, que retrata o dia-a-dia do grupo de policiais e de um capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) que quer sair da corporação e está à procura de um substituto. Antes de chegar às telonas, o filme já era sucesso no comércio informal. Tropa de Elite ‘vazou’ durante o processo de tradução e, quando chegou aos cinemas, em outubro de 2007, milhares de espectadores conheciam o enredo da trama. Não se pode negar que o filme ganhou fama com a pirataria, mas houve prejuízos. Os proprietários de locadoras, que só a partir deste mês terão a versão oficial em DVD, duvidam que o interesse em alugar a fita seja igual ao de outro lançamento do cinema. Os donos de locadoras, aliás, não são os únicos a sentir os prejuízos da pirataria. “Há muitas empresas fechando as portas e pessoas estão desempregadas por conta disso. Quem pirateia não paga imposto e acaba engolindo os comerciantes que trabalham dentro da lei”, disse um dos comerciantes ouvidos. Para quem consome um DVD falsificado, isso nem sempre importa. “Eu, na verdade, penso nas minhas condições financeiras. Se as indústrias fizessem um produto mais barato, o mercado da pirataria não existiria”, disse o sapateiro Reinaldo Santos, 20.

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