Maior feira calçadista do País completa 40 anos


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Vista da edição do ano passado da Francal, no pavilhão do Anhembi, em São Paulo: de Franca para o mundo
Vista da edição do ano passado da Francal, no pavilhão do Anhembi, em São Paulo: de Franca para o mundo
Julho de 1968. Com o intuito de promover os calçados francanos, empresários, que se tornaram sócios da feira, e o poder público resolveram organizar uma exposição que reuniria os principais produtores da cidade. Com 67 expositores, nascia a Francal. Quarenta anos depois, a exposição, que não tinha nem mesmo local para ser realizada, tornou-se a maior feira do segmento, agregando mais de mil expositores e 60 mil visitantes nos quatro dias de evento, realizado anualmente. “A primeira feira foi na última laje da Prefeitura de Franca. Não tinha lugar para fazer a feira. A segunda foi realizada no campo do Palmeirinhas, depois no Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) e só depois foi para o pavilhão”, conta o presidente da feira, Abdala Jamil Abdala. Ele lembra ainda que a feira não se resumia a calçados. “Era fábrica de sapato, móveis não sei do quê, empresa de café. Era uma coisa misturada”. Na época, o País exportava algo em torno de US$ 8 milhões em calçados e se resumia a quatro milhões de pares. A cidade iniciava o processo de internacionalização de seus produtos. Com a expansão natural das exposições e a necessidade de integração com feiras de outros Estados, os organizadores resolvem, em 1983, transferir o evento para São Paulo, onde a feira toma corpo para se tornar uma das mais importantes do setor no País. “Existe dúvida do porquê a feira ter ido para São Paulo. Primeiro, porque em Franca a feira era de sapato masculino e paralelamente acontecia a Fenac, no Rio Grande de Sul, que era grande e basicamente de sapatos femininos. Franca não tinha lugares para todos os expositores e a cidade não tinha uma infra-estrutura para absorver a visitação. Aí, decidimos ir para São Paulo. Se ficasse em Franca, a feira morreria”. Com a ida para São Paulo, a feira se tornou referência para o setor e começou a contar com a participação de expositores e visitantes internacionais. Foi a época da internacionalização. O resultado, diz Abdala, é o gigantismo do evento. “Nós estamos fazendo uma feira de âmbito nacional e não tenho a menor dúvida de afirmar que ela se tornou a maior feira da América Latina”. O sucesso da Francal fez com que outros setores olhassem para a organização do evento e solicitassem a ampliação da empresa. “Há 25 anos nós fomos procurados pela Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), que queria montar uma feira de brinquedos. “Eles vieram atrás da gente, e fazemos, desde então, a feira de brinquedos, a Abrin, e a de instrumentos musicais, a Expomusic. Daí para frente, dentro da “mineirice francana” a gente conseguiu mostrar que São Paulo tinha uma promotora de peso e outros setores vieram conosco.” Hoje, a Francal feiras trabalha com 13 feiras e eventos, que promovem produtos que vão de pneus a serviços de piscinas e lazer. O carro-chefe, no entanto, continua sendo a Francal, que terá entre os dias 1º e 4 de julho sua 40ª edição.

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