Com concorrência acirrada, evoluções tecnológicas e consumidor mais exigente, os economistas alertam os empresários e trabalhadores que, para continuar no mercado, é preciso aperfeiçoamento.
Para o economista Daltro Oliveira de Carvalho, mestre em Gestão Empresarial, a falta de investimento frente à globalização, a demora no aperfeiçoamento em novas tecnologias e a não profissionalização do setor são fatores determinantes para o fim das empresas. “Quem não investir e não se profissionalizar não vai sobreviver. Não há outro caminho para ter resultados que não seja a eficiência administrativa e o investimento em qualidade”.
Hélio Braga Filho, também economista, diretor do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, tem opinião semelhante e acrescenta: para os empresários se manterem, é preciso ter uma mudança no modelo de gestão. “As sucessões precisam ser acompanhadas, não há como não se preocupar. Administrar um negócio, seja ele de que tamanho for, requer atenção e dedicação”.
Braga diz também que não são apenas as empresas que precisam se modernizar para continuar vivas. “O trabalhador precisa se qualificar. O mercado está cada vez mais exigente. Não dá pra estacionar”.
O economista acredita ainda que, como o setor calçadista, principal da cidade, não demanda mão-de-obra qualificada, o profissional se acomoda. “É triste, mas é verdade. Isso acontece também porque, quando há qualificação, o trabalhador exige um maior salário e o empresário não consegue atender. Isso desanima o funcionário, mas não pode se tornar regra”.
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