A Cetesb, que é vinculada ao governo estadual, notificou, na semana passada, a sua “co-irmã” Sabesp a dar explicações sobre a falta de tratamento de esgoto no Jardim Dermínio. Todo material que os mais de dez mil moradores produzem é atirado, sem tratamento, em um pequeno córrego nos fundos do bairro.
O bairro tem mais de 20 anos. Nunca tinha contado com tratamento de esgoto. Em 2005, a rede chegou a ser instalada, mas praticamente nem foi utilizada, já que as chuvas daquele ano arrancaram os emissários e impossibilitaram a operação. Desde então, os moradores convivem com o problema novamente.
O gerente da Cetesb, Francisco Setti, disse que ainda não houve aplicação de multas e que ele aguarda uma manifestação da Sabesp para decidir o que será feito. “Nosso engenheiro esteve lá em 19 de fevereiro e constatou a situação. Vamos chamar a Sabesp para que ela tome providências”.
Para Setti, o importante é que o problema seja resolvido o quanto antes, pois o cenário atual coloca em risco a saúde pública. “Há risco de se contrair doenças hídricas, desde problemas gastrointestinais a uma febre tifóide”, disse.
Além deste problema, os moradores têm de engolir outro “abacaxi”: pagam pelo esgoto em suas contas de água sem contar com o serviço. “Essa situação precisa ser avaliada porque estamos pagando por algo que não temos”, disse a professora Sônia Rodrigues, que reside a poucos metros do córrego.
O superintendente da Sabesp em Franca, João Comparini, e o gerente distrital, Rui Engrácia, não foram encontrados em seus celulares para comentar o assunto.
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