Autoridades expulsam imprensa em reunião


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A imprensa, na sociedade moderna, é o olho do povo no poder e tem a obrigação de observar e relatar de perto o que acontece no poder público. Se formos aplicar esta definição na questão da segurança pública, podemos concluir que Franca e região estarão às cegas. Com uma atitude nada cortês para com a imprensa, cerca de 60 policiais civis e promotores de Justiça de Ribeirão, Franca e região se reuniram, ontem, na sede da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) para estreitar relações e aprimorar o combate ao crime organizado. O encontro, que deveria ser público mas acabou sendo privado, ocorreu por volta das 9 horas e teve como mote a busca de formas para diminuir os entraves e agilizar a comunicação entre as instituições. No entanto, ninguém saberá, ao certo, o que foi discutido. Os jornalistas haviam sido comunicados, na quinta-feira, sobre a realização do evento. Lá, encontraram as autoridades, que pouco falaram, em uma coletiva, antes do evento. Depois, pediram que os profissionais fossem retirados para que o encontro ocorresse a portas fechadas. Pressionados, os jornalistas foram obrigados a deixar o prédio. Questionado sobre o assunto, o promotor Ivam Nascimento de Castro, organizador do evento, preferiu minimizar o fato e ressaltou os objetivos do encontro. “O objetivo do encontro foi a interação entre as duas instituições para que possamos trocar idéias visando uma efetiva investigação no combate à criminalidade como um todo”, disse. Participaram o diretor interino do Deinter-3, Antônio Mestre Júnior, o delegado José Eduardo Ferreira Ielo, representante da Delegacia Geral de Polícia e a promotora, Iurica Tânio Okumura, representante da Procuradoria Geral de Justiça. A presença das autoridades da área de segurança fez com que o policiamento fosse reforçado na área central. O novo delegado seccional de Ribeirão Preto, Rafael Rabinovitci, atraiu olhares curiosos dos companheiros. Ex-diretor do Detran em São Paulo, ele chegou a região ontem para substituir Benedito Antônio Valencise, exonerado por telefone devido a supostas pressões políticas movidas pelo ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci (PT). Valencise é autor de dois diferentes inquéritos que acusam Palocci de irregularidades enquanto administrava a prefeitura de Ribeirão Preto. Escaldado, evitou polemizar. “Desconheço o que aconteceu e não tive acesso à qualquer tipo de investigação. Isto é um assunto administrativo que deve ser tratado em nível de Secretaria de Segurança Pública ou de Delegacia Geral de Polícia. Não me diz respeito”.

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