Marcelo de Paula Lima, diretor-hospitalar da Santa Casa de Franca, chegou a lamentar o fato da gestão da Santa Casa ter saído das mãos do município. Segundo ele, a Prefeitura de Franca pagava os excedentes com recursos próprios. Desde julho de 2007, quando a gestão passou para o Estado, a instituição bancou mais de R$ 1 milhão gastos com atendimentos acima do previsto em contrato e não teve o reembolso. Ao Comércio, o diretor explicou como funcionarão os cortes no hospital e disparou: “O Estado está nos tratando como meninos”.
Comércio da Franca - O que muda no atendimento da Santa Casa a partir deste sábado e por quê?
Marcelo de Paula Lima - Vamos cumprir o que acertamos no contrato com o Estado em julho de 2007. A medida adotada, de imediato, será a não admissão de novos pacientes nos serviços de hemodiálise e quimioterapia, uma vez que não há mais cotas para isso. A central de regulação de vagas do Estado deverá transferi-los para outras regiões que as
tiverem.
Comércio - Os serviços de urgência e emergência, como
ficam?
Marcelo de Paula - Esses serviços têm atendimento garantido. A população pode ficar tranqüila, em nenhum momento a Santa Casa deixará de atendê-la.
Comércio - E as cidades da região, serão as mais afetadas com as novas medidas...
Marcelo de Paula - Os pacientes terão que apresentar autorização do órgão regulador, que é o Estado. Mas há cidades que só serão atendidas na alta complexidade e outras terão cortes em atendimentos
ambulatoriais.
Comércio - O senhor tem idéia de como será o reflexo
disso?
Marcelo de Paula - Não estamos preocupados com o reflexo dessas medidas. Saímos do município, que apesar dos pesares, pagava o excedente com recursos próprios. Já o Estado não. É uma falta de responsabilidade. Estão tratando a gente igual menino.
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