Na prorrogação, Franca vence Pinheiros no jogo de estréia


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A experiência superou a juventude em um jogo eletrizante vencido pelo Unimed/Franca diante do Pinheiros ontem, no Póli. O placar foi de 109 a 95 (41 x 51 no primeito tempo) após empate em 90 pontos ao final da partida. O confronto foi válido pela primeira rodada da Supercopa, campeonato recém-criado pela ACB (Associação de Clubes de Basquete). A Supercopa não tem reconhecimento da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), órgão máximo do esporte no Brasil, mas é apoiada pela Federação Paulista da modalidade. As equipes voltam a jogar hoje à tarde, às 16h30, no mesmo local. Sem, ainda, o valor que teria um Campeonato Nacional, o jogo mostrou que fortes emoções podem acontecer. O Pinheiros deu aperto no tarimbado Unimed/Franca. Diante de um público de 950 pessoas, o ala Paulinho fez 41 pontos e acabou como cestinha. Das 22 vezes que ele arriscou, só errou seis. Drudi marcou 30 pontos, mas jogou 45 minutos (40 de jogo mais 5 da prorrogação), 7 a mais que o adversário. No primeiro quarto, os dois times disputaram páreo a páreo. O que puxou a vantagem para o Pinheiros foram cestas de três pontos de Daniel. Com moral, o visitante deu show. Gustavinho aproveitou para passar a bola pelas próprias costas e driblar Helinho. Resultado: 24 a 20 para os visitantes. A etapa seguinte foi ainda pior para a equipe da casa. Gustavinho e Daniel acertaram seus arremessos e foram ajudados por Paulinho. Outra vitória dos visitantes: 21 a 27. Após uma água no rosto e muita bronca do técnico Hélio Rubens, o time francano melhorou sua marcação no terceiro período. Márcio fez o lance desta etapa, ao roubar a bola de Elinho e enterrar para delírio dos torcedores. Era a reação francana: 29 a 17. O ritmo foi o mesmo por parte dos donos da casa no último quarto. Daniel, que vinha bem nos arremessos de três, perdeu a cabeça e cometeu sua segunda falta anti-desportiva. Acabou desclassificado. Franca, no suor, empatou com cesta de fora do garrafão de Márcio, aos 13 segundos do fim do confronto: 90 a 90. A comemoração que Bruno Mortari e o banco do Pinheiros fizeram até então transformou-se em tragédia. Na prorrogação, foram 19 pontos de Franca contra apenas 5 do adversário. "A gente fez um bom trabalho, mas é tudo molecada e com a correria cansamos e paramos de pensar", explicou Paulinho, do Pinheiros.

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