Um velho conhecido da Francana, o atacante Viola, é o principal protagonista da partida que a equipe terá contra a Penapolense, domingo, às 11 horas, no Estádio Tenente Carriço, em Penápolis. Ele defendeu a Veterana no ano passado durante o Campeonato Paulista da Série A-3 e acabou dispensado depois que um diretor do clube o flagrou disputando uma partida de chacrobol.
Problemas do passado superados, Viola vive um bom na Penapolense. Marcou três gols e tem sido elogiado por suas atuações pela imprensa e torcida da cidade. Após o treino de ontem à tarde em Penápolis, o jogador disse, por telefone ao Comércio da Franca, que não há rivalidade com a Veterana pelo ocorrido no ano passado. "Não guardo mágoa, na verdade agradeço muito. Foi aí (em Franca) que houve minha projeção no futebol", disse.
O jogador defendeu a Francana durante quase cinco anos. Entrou em 2000 e só saiu em 2003. Nesse período, participou da campanha de 2002, quando o técnico Wantuil Rodrigues liderou a equipe que chegou à final da Série A-2 do Campeonato Paulista. Depois retornou em 2007, também sob a batuta de Wantuil. "Acho que minha família vai ficar até dividida, mas falei com minha esposa e ela deve torcer para a Penapolense", comentou.
Apesar de toda essa história, o atacante comentou que vive de gols e se aparecer a oportunidade mandará a bola para o fundo das redes. "Temos de garantir a vitória dentro de casa", disse. "Mas se eu marcar, a comemoração terá de ser mais contida, em respeito à Francana", completou ele.
O técnico Wantuil Rodrigues, que assistiu à partida que a Penapolense empatou com o São Carlos por 1 a 1 aos 41 minutos do segundo tempo, elogiou o atual período por que passa Viola. "Gostei de ver o Luiz Gustavo, como gosto de chamá-lo. Ele está segurando mais a bola, sabendo se posicionar e comandou o empate contra o São Carlos. Em 2002 ele já se mostrava como uma promessa. Apostei muito nele", contou.
E com um clima tão amistoso, Viola já arrisca que pode conseguir uma carona com o ônibus da Francana após o confronto. Há quase três meses ele não vem a Franca para ver a mulher e o filho. "Independente do time, quem sabe a carona possa dar certo", brincou o jogador, que espera ter mais a comemorar do que os atletas do clube esmeraldino na volta.
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