Calçados exportam 13% menos


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Se o café teve alta nas exportações, o setor de bens de consumo não duráveis (com destaque para o calçado) fez sentido inverso: teve queda de 13% (de US$ 10,168 milhões em janeiro de 2007 para US$ 8,83 milhões no primeiro mês deste ano). Na mesma proporção de queda dos calçados, os componentes registraram alta. Puxado pelas exportações de couro, as vendas subiram 13,45%. Foram U$ 5,497 milhões contra US$ 4,8 milhões do período passado. A explicação é a forte procura do couro brasileiro pela indústria de estofados. “O grande consumo mundial de estofamento, seja para aviões, carros e até mesmo para residências está fazendo com que haja uma demanda pelo couro. O couro realmente apresentou mensalmente um aumento na exportação”, diz Arsênio de Freitas, presidente da Fenafic (Feira Internacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados). Arsênio diz ainda que o couro que está sendo exportado tem maior valor agregado, o que gera mais mão-de-obra e mais divisas para a cidade. “Está aumentando a exportação de couro acabado e semi-acabado em proporção maior do que o wet blue. Isso para nós é bem mais interessante”.

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