A segunda lista do ano com o número das carteiras que ultrapassaram os 20 pontos - limite de infrações foi divulgada na semana passada pelo Detran-SP e traz 111 condutores. Em janeiro, uma outra lista com 171 números de carteiras já havia sido publicada.
O número de motoristas, no entanto, é o menor na comparação com outras cidades do mesmo porte de Franca. São Vicente, por exemplo, que conta com uma população com pouco mais de 30 mil habitantes a mais do que Franca, tem o dobro de carteiras prestes a ser suspensas. Lá, 590 motoristas deverão das boas explicações para não perder o direito de dirigir.
Em Diadema, na Grande São Paulo, 1.613 carteiras estão em vias de ser cassadas.
O delegado da Ciretran, Marcelo Caleiro, diz que dois fatores podem explicar a diferença de carteiras de motorista que podem ser suspensas nas cidades de mesmo porte. “O sistema do Detran e de pontuação é feito a partir da primeira multa até completar os 20 pontos, não é por período, não é uma estatística anual. Outro ponto é a especificidade de cada cidade. São Vicente, por exemplo, é uma cidade litorânea, e provavelmente tem mais incidência por causa de falta de capacete. E uma multa só já chega para o processo de suspensão. Então depende da peculiaridade da cidade”.
Caleiro, no entanto, admite que o fim dos radares na cidade pode ter contribuído para a diminuição das multas. “Franca não tem os radares. Quando tinha, a incidência era maior.” Por esses motivos, Marcelo diz que a comparação com outras cidades não é válida.
Os infratores que ultrapassaram os 20 pontos na carteira receberão uma notificação, estipulando um prazo para defesa junto ao Detran antes da apreensão da carteira de habilitação. Caso os recursos sejam negados, os motoristas estarão em situação irregular e deverão comparecer ao órgão de trânsito onde estão cadastrados e entregar sua CNH.
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