Aluno de 10 anos agride professor em São José


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ROTINA QUEBRADA - Estudante da 4ª série, criança de 10 anos agrediu professor com chutes e socos em sala de aula da Escola Municipal “José Renato Nogueira Ambrósio” (foto), em São José da Bela Vista: aluno fo
ROTINA QUEBRADA - Estudante da 4ª série, criança de 10 anos agrediu professor com chutes e socos em sala de aula da Escola Municipal “José Renato Nogueira Ambrósio” (foto), em São José da Bela Vista: aluno fo
Um livro rasgado. Uma dura. O aluno não gostou de ser advertido e agrediu o professor com socos e pontapés. A selvageria aconteceu dentro da sala de aula e teve como protagonista uma criança de apenas 10 anos. O estudante foi suspenso, enquanto a vítima foi medicada no hospital e prestou queixa na polícia para se resguardar. Foi o segundo caso grave de violência no interior de escola em uma semana na região. A agressão aconteceu quarta-feira, na Escola Municipal de Educação Infantil “José Renato Nogueira Ambrósio”, em São José da Bela Vista. O autor foi um aluno da quarta série. De acordo com o estabelecimento, ele já havia sido advertido outras vezes por apresentar problemas de comportamento. “Ele sempre deu trabalho. Dei uma bronca nele, corrigi ele. O aluno quis sair mais cedo e eu não deixei, pois temos normas a cumprir”, disse o professor Hernandes Neves Júnior, 23. Dez minutos antes do término da aula, previsto para as 17h10, o aluno, que aparenta fisicamente ser mais velho e é “fortinho”, teria se levantado e tentado sair da sala. “Me posicionei na porta e ele veio para cima, me empurrando. Fechei a porta e ele começou a me chutar e dar socos sem parar. Não reagi. Por ser professor, se eu encosto nele, teria problemas”. Segundo o educador (que tem cerca de 1,70 metro de altura e é bastante magro), o garoto teria sido advertido verbalmente por mau comportamento e por ter ofendido outros alunos. “Descumpriu regras do nosso regimento interno, as quais não posso dar maiores detalhes”. O estudante alega ter sido acusado injustamente de ter rasgado um livro. Além das agressões, ele teria ofendido o professor com palavrões. Ao tentar tirá-lo da frente da porta, puxou e arrebentou seu chaveiro. “Devido aos chutes e socos, sofri lesões no braço e perna. Tive de tomar analgésico. Fui ao médico para constatar as lesões e me resguardar. Somos educadores e trabalhamos com a parte de alfabetização. A educação básica tem que vir de casa”. Ainda com o braço e perna direitos supostamente inchados (o professor não quis ser fotografado e não tinha sinais aparentes da agressão), Hernandes não se afastou e trabalhou normalmente ontem. A diretora Elizabete Balan Isaac anunciou que a Comissão de Normas e Convivência da escola tomou as medidas cabíveis. “Não posso dizer quais foram. Só vou dizer que temos limite e fizemos aquilo que rege nosso regimento”. A reportagem apurou que o aluno foi suspenso por uma semana. A escola em que estuda é a única da cidade e ele não teria para onde ir em caso de transferência ou expulsão. O caso foi encaminhado para o Conselho Tutelar da cidade. Até a tarde de ontem, nenhuma providência havia sido tomada. A conselheira Luciene Aparecida Murari se recusou a falar sobre os procedimentos a serem adotados. “Não posso falar nada”, se limitou a dizer. Na quarta-feira, 20, uma professora também foi agredida com socos e pontapés por um aluno da sétima série do ensino fundamental em uma escola de Ribeirão Preto. De acordo com a polícia, o estudante confirmou a agressão e disse que agiu assim porque foi xingado. Segundo a vítima, a briga começou porque ela queria dar aula e o aluno estava atrapalhando. Ele foi transferido, enquanto a professou entrou em licença-médica. “Estes conflitos estão aumentando assustadoramente. Infelizmente, a realidade é uma só: a criança, hoje, tem muitos direitos e poucos deveres”, finalizou a diretora Elizabete.

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