‘Ele ficou fazendo gracinha’, diz aluno


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O autor das agressões é um menino arredio e exemplo da falta de estrutura familiar. Tem outros cinco irmãos, filhos de pais diferentes. Mora em um imóvel simples das Casas Populares de São José e toma remédios controlados. Segundo vizinhos, a mãe é separada, não tem paradeiro e vive perambulando por ruas e bares. O garoto passou o dia todo na casa de uma prima e disse não saber onde a mãe estava. Ele brincava na rua e entrou correndo ao avistar a reportagem. Inicialmente, não quis saber de conversa. Depois, aceitou falar. Entre mordidas em um pão recheado com ovo e goles de suco de laranja, contou sua versão. Comércio - O que aconteceu na sala de aula? Aluno - Alguém rasgou um livro e o professor falou que foi eu. Eu não tinha feito nada. Perguntei para ele: o cê acha que minha mãe não tem dinheiro para comprar um livro, não? Daí, eu saí da sala. Ele vai ficar agarrando os outros? Não sou namorado dele, nem nada (sic). Comércio - Qual foi a reação do professor? Aluno - Ele falou: entra prá dentro, entra prá dentro (sic). Ele ficou fazendo gracinha. Comércio - Agrediu o professor? Aluno - Ele me empurrou e eu empurrei ele também. Me deu um jogo de corpo e dei um chute nele. Não dei soco, não. Comércio - O professor alega que está com o braço machucado... Aluno - Ele? Machucado... Não machuquei ele, não.

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