‘Quero cuidar dos meus dois filhos agora’


| Tempo de leitura: 2 min
A mãe do bebê tem 21 anos, é balconista, mas está desempregada. O primeiro filho dela tem 1 ano e 7 meses. Sentada numa cama de casal com o caçula sobre as pernas, falou sobre a história de abandono que protagonizou no início da semana. Ela estava na casa da mãe. Humilde e com a voz calma, contou que escondeu a gravidez de todos alegando estar com um mioma; abandonou o filho por medo das ameaças do marido - pai dos dois filhos -; está com o companheiro há quase sete anos, mas vai se separar dele. Ela se recusa a fornecer os contatos dele. Comércio da Franca- Vocês planejaram o segundo filho? Mãe - Não. Por isso que eu fiquei mais apavorada. Ele disse que não aceitaria. Comércio - Antes de você engravidar, o que ele falava de um segundo filho? Mãe - Ele falava que não queria saber de outro filho e que se eu tivesse outro filho não era dele, não ia assumir. Comércio - Por que decidiu esconder a gestação de todos? Mãe - Porque fiquei com medo, pois já tinha um filho e o pai não queria saber, não ajudava o primeiro. Fui ficando apavorada. Comércio - Você já tinha planejado o abandono? Mãe - Não, me veio a idéia na hora. Eu já estava meio arrependida, por isso dei o nome verdadeiro dos meus pais (na Santa Casa). Comércio - Quando você deixou o bebê, o que sentiu? Mãe - Me deu uma coisa no coração, mas eu ia contar para minha mãe e pedir ajuda. Comércio - Você tinha intenção de buscar seu filho de volta? Mãe - Tinha. Tanto é que deixei o nome do meu pai e da minha mãe verdadeiros porque eles iam vim atrás, né? Comércio - Seu marido já sabe do segundo filho? Mãe - Já sabe tudo, mas agora não sei se vai pedir DNA; o que que ele pensa disso, né? Ontem ele viu o jornal, a mãe dele já sabe, a família dele está me ajudando, tanto é que meu filho de 1 ano e 7 meses está lá com eles. Comércio - O filho é dele? Mãe - Nossa, é ele cuspido e escatarrado ele. Igualzinho. Comércio - Você se arrependeu? Mãe - É lógico. Já tinha me arrependido desde que saí da Santa Casa, mas eu não sabia quem procurar para me ajudar. Estava com muita vergonha da minha mãe.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários