Em 2007, o Creas (Centro de Referência Especializada de Assistência Social) iniciou um trabalho com crianças e jovens nas ruas da cidade. Três educadores sociais se encarregam de sair a campo e recrutar o grupo para participar de atividades esportivas -futebol -, aulas de dança de rua e debates sobre filmes por meio do projeto Cine Creas. Atualmente são 60 pessoas, entre 11 e 18 anos, atendidas pelo Centro.
O objetivo é abordar os meninos nas ruas, alguns envolvidos com drogas, oferecer atividades a eles e acompanhar seus familiares. “O foco principal do Creas e do trabalho social como um todo é resgatar a família. É nela que está o primeiro espaço de proteção das pessoas. Trabalhamos com os pais, avós e tios também”, disse a assistente social Roberta Pucci.
Neste contato com os parentes são feitas orientações diversas. “Falamos da importância dos estudos e da formação dessas crianças e adolescentes”, disse Lisandra Ferreira, assistente social. “Os educadores abordam meninos que passam o dia na rua ou vendendo coisas, trabalhando como engraxate e outras ocupações. No Creas, damos oportunidades diferentes a eles e aos pais, tios, avós ou responsáveis”, disse Maria Inês Moura, coordenadora da entidade.
A idéia de trabalhar com todo o núcleo familiar é para quebrar um ciclo comum entre os usuários. “É muito comum a pessoa que abandona ter vivido isso no passado. Ela faz por ter passado por isso e achar que é normal, é a referência que ela tem do que é correto.
Precisamos orientá-las e conscientizá-las sobre como cuidar, agir, educar. Temos que quebrar esse ciclo, essa repetência”, disse Roberta.
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