Entidade volta a receber verba do lixo


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Com lã e agulha, garota alinhava contorno de desenho durante atividade de coordenação motora
Com lã e agulha, garota alinhava contorno de desenho durante atividade de coordenação motora
Desde a década de 90, uma das fontes de recursos da Pastoral do Menor é a venda de recicláveis. Mas a disputa pelo dinheiro do lixo é motivo de polêmicas constantes. A mais recente foi protagonizada no dia 13 de fevereiro. Uma lei de 2004 determina que 40% do lucro de recicláveis fique com a Pastoral e os 60% restantes com a Cooperfran (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Franca). Mas em fevereiro de 2007, os cooperados deixaram de repassar os valores. Depois de um ano de conversas, a Pastoral acionou a Prefeitura e a cooperativa foi obrigada a voltar a repassar os recursos. A primeira remessa já foi para as mãos da Pastoral. De 14 a 22 de fevereiro, foram vendidos R$ 8,5 mil de recicláveis, 25% (R$ 2.125) ficou para a entidade e os 75% para os 42 cooperados. “Vamos pagar as despesas com a parte de reciclagem e o restante será repassado para cobrir os gastos da unidade social da Pastoral do Menor no Aeroporto III”, disse Geraldo Luciano Filho, diretor comercial da unidade de reciclagem da instituição. A renda do lixo reciclável na cidade hoje é de cerca de R$ 20 mil mensais. Na década de 90, a Pastoral tinha direito a ficar com 100% dos recursos dos materiais. Com a criação da Cooperfran, passou a dividir os valores. A lei de 2004 determinava 40% e 60% para a entidade e cooperados, mas sem o cumprimento da lei durante 2007, a Pastoral decidiu elaborar um novo acordo. As novas regras determinaram a divisão de 25% a 75% respectivamente. “Decidimos reduzir o repasse para tentar garantir os recursos que são essenciais para manter nossos projetos”, disse padre Ovídio de Andrade, da Pastoral.

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